Direto ao Ponto

Respostas da CEEE Equatorial

Devido ao grande número de pessoas que ficou sem energia elétrica na Capital gaúcha depois do temporal do dia 16 de janeiro e às críticas direcionadas à CEEE Grupo Equatorial por causa da demora no restabelecimento do serviço, reproduzimos na íntegra (no site do CP) as respostas da empresa aos questionamentos do Correio do Povo.

CP – Por que a CEEE declarou normalizada a luz enquanto moradores ainda informaram falta de energia? Como ocorre o acompanhamento em tempo real?
CEEE – A normalização foi decretada apenas quando todos os chamados derivados do temporal foram atendidos em campo. E mesmo após esta decretação, a concessionária permaneceu com suas equipes mobilizadas, realizando o atendimento a todos os clientes.


CP – Por que não é disponibilizado na internet algum mapa em tempo real sobre a falta de energia na área de concessão como ocorre no Uruguai (empresa estatal) ou Estados Unidos (empresas privadas)?
CEEE – Neste momento, não é uma prática do Grupo Equatorial, mas esta alternativa será avaliada. Cabe destacar que durante todo o evento climático, foram disponibilizados 3 boletins diários à imprensa, informando o volume de clientes interrompidos.


CP – Por que o primeiro comunicado sobre falta de luz ocorreu às 8h da quarta-feira, quase 10h após o temporal?
CEEE – A primeira manifestação da concessionária sobre o impacto do temporal em seus serviços ocorreu por volta das 2h do dia 17/1, menos de 4 horas após o evento. Nesse momento, foi possível informar, entre outros dados, o volume de clientes afetados e as áreas mais atingidas. A partir das 8h, já com maior clareza quanto ao cenário e a extensão do evento, a concessionária passou a divulgar atualizações periódicas, o que perdurou até o final da contingência.


CP – Considerando a grande quantidade de cabos e árvores nas ruas de Porto Alegre, por que não houve um comunicado sobre o risco de fios energizados nas ruas para a população?
CEEE – A comunicação sobre os riscos de acidentes é feita de forma permanente pela concessionária, em suas redes sociais, canais de atendimento direto ao cliente e à imprensa, independentemente do período de contingência.


CP – A comunicação da empresa opera em Porto Alegre ou fora do Estado? O regime é de 24h? Como ocorre a comunicação quando há situações de emergência?
CEEE – A equipe de comunicação da concessionária atua em Porto Alegre, diariamente, dentro da concessionária e em regime de revezamento no plantão, tanto durante a semana quanto aos finais de semana e feriados. Em situações de emergência, a área se junta à estrutura operacional da distribuidora, compondo a sala de crise conforme estabelece o plano de contingência, a fim de comunicar aos clientes e à sociedade sobre a normalização dos seus serviços. No evento climático do dia 16/1, a equipe de comunicação da distribuidora atuou já momentos após o temporal, atualizando a imprensa sobre os danos causados e medidas adotadas. Os canais de atendimento ao cliente operam 24 horas por dia.


CP – Há meses havia alerta sobre a severidade do clima em razão no El Nino no RS. A empresa reforçou a equipe para o período? Quando houve este reforço?
CEEE – A distribuidora mantém um Plano de Contingência estruturado para situações de emergência. Esse plano foi revisado e aprimorado em um processo natural ao longo de 2023, sendo, inclusive, apresentado à ANEEL e AGERGS. No plano estão previstos os reforços de estrutura e de equipes necessários, de acordo com o panorama de cada situação emergencial.


CP – Quais tipos de profissionais vieram do Maranhão e porque chegaram no Estado dias após o temporal?
CEEE – Durante o evento climático, o Grupo Equatorial disponibilizou profissionais de outros estados onde atua para auxiliar na normalização dos serviços no Rio Grande do Sul, devido à grandiosidade da ocorrência. Integravam o grupo profissionais técnicos, eletricistas e gestores com vasta experiência em situações de emergência.


CP – A empresa recebeu algum alerta meteorológico sobre o temporal? Quando e por quem?
CEEE – A CEEE Equatorial utiliza os serviços de diferentes agências de previsão meteorológica para traçar cenários e orientar seus planos de contingência. Foi com base nessas informações que a distribuidora dimensionou e mobilizou os recursos para o enfrentamento do evento climático.


CP – Os dois dias que antecederam o temporal tiveram o tema como destaque de manchete de capa da edição do Correio do Povo. A empresa adotou procedimentos preventivos mediante os avios públicos? Quais ações foram realizadas?
CEEE – Diante das previsões de temporais em sua área de concessão, a distribuidora adotou as medidas previstas em seu plano de contingência, como o reforço no número de profissionais de campo e a distribuição das equipes nas áreas de maior risco. Ao longo do evento climático foram mobilizadas mais de 700 equipes, superando em 2,5 mil o número de profissionais envolvidos.


CP – Autoridades reclamaram das dificuldades de contato com a empresa após o temporal. Por que a empresa não mantém uma representação permanente no Centro de Operações da Defesa Civil do Estado e no Centro Integrado de Controle de Porto Alegre?
CEEE – A CEEE Equatorial mantém canais permanentes de contato com o poder público e autoridades, por meio de uma equipe de consultores e equipe institucional. Logo após o evento climático do dia 16/1, podem ter ocorrido intercorrências neste fluxo de contato em virtude dos danos causados pelo próprio temporal às redes de telefonia e dados e demais infraestruturas de comunicação da área metropolitana. Cabe destacar que a CEEE Equatorial atendeu de imediato à convocação da prefeitura de Porto Alegre para participar da sala de crise criada no Centro Integrado de Comando da capital. Nossos representantes se juntaram ao grupo por volta das 8h, apenas uma hora após o convite.


CP – Quantas pessoas atuavam no centro de operações da empresa na noite do temporal?
CEEE – Durante emergências, o Centro de Operações atua conforme estabelece o plano de contingência elaborado para tais situações, com reforço no time de controladores e operadores. O planejamento estabelece os recursos necessários para atuação de acordo com a intensidade do evento.


CP – Um dos mais graves problemas gerados pela falta de luz foi a falta de água. A CEEE Grupo Equatorial tem mapeadas as áreas críticas de onde o retorno da luz deve ser prioritário?
CEEE – Em situações de emergência, como nos eventos climáticos extremos, há uma priorização de clientes em atendimento, como prestadores de serviços públicos, incluindo o sistema de abastecimento de água e drenagem. A CEEE Equatorial mantém relação estreita com o DMAE, fundamental para a identificação das prioridades para a manutenção do serviço. Assim, todas as estruturas indicadas pelo departamento municipal foram atendidas com primazia.


CP – O que foi feito após fiscalização e multas aplicadas pela AGERGS na companhia para melhoria dos serviços?
CEEE – As ações de fiscalização efetuadas pelas agências regulatórias são consideradas oportunidades de reavaliação e de melhoria dos processos da CEEE Equatorial. Tais apontamentos são objeto de análise interna, visando não apenas o direito de defesa quanto a eventuais penalizações, mas, acima de tudo, o aprimoramento dos nossos serviços. Vale ressaltar que, rotineiramente, a empresa avalia os processos por meio de ferramentas de gestão e considera todos os inputs recebidos da sociedade, órgãos e demais entidades no sentido de promover melhorias sempre que necessário e oportuno.


CP – A empresa prevê pagamento de indenizações ou concessão de descontos nas contas dos usuários que ficaram sem luz por vários dias?
CEEE – A regulação do setor elétrico já prevê compensação aos clientes quando os valores de interrupção de energia superam as metas de continuidade de cada unidade consumidora. A distribuirá seguirá as normas vigentes quanto às compensações aplicáveis.

Prefeitura de Porto Alegre lança app do 156 para facilitar registros de ocorrências

Para facilitar o registro de protocolos de falta de água, energia ou sobre árvores que causam perigo à rede elétrica, Porto Alegre lançou no início do mês um novo aplicativo Central do Cidadão 156. Conforme a prefeitura, além de um call center, o sistema abarca o atendimento de todas as secretarias e órgãos municipais, incluindo Defesa Civil, Guarda Municipal, DMAE, Fasc e Secretaria da Fazenda. Entre as novidades do app, estão a consulta de protocolos de serviço via WhatsApp do 156 e a substituição de opções numéricas para botões interativos no bot de atendimento do 156. De início, também será disparada mensagem para o telefone do usuário com o número do protocolo de serviço, facilitando o acompanhamento digital da demanda.

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