Direto ao Ponto

Rubio defende Europa forte que apoie visão de mundo de Trump

Secretário de Estado americano busca tranquilizar líderes europeus, defende cooperação e aborda temas como imigração e Ucrânia

Rubio direcionou duras críticas à Organização das Nações Unidas (ONU)
Rubio direcionou duras críticas à Organização das Nações Unidas (ONU) Foto : ALEX BRANDON / POOL / AFP

Em discurso conciliador na Conferência de Segurança de Munique neste sábado (14), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, buscou tranquilizar líderes europeus sobre a relação com Washington. Rubio defendeu uma Europa "forte" para auxiliar os EUA a remodelar a ordem mundial, enfatizando que, embora os Estados Unidos estejam preparados para agir sozinhos, preferem a cooperação com o continente.

O gesto tenta suavizar o mal-estar diplomático recente causado pelo interesse de Donald Trump na anexação da Groenlândia.

Críticas à ONU e fortalecimento do conselho da paz

Rubio direcionou duras críticas à Organização das Nações Unidas (ONU), alegando que a instituição é ineficaz em conflitos como os de Gaza e Ucrânia. O secretário exaltou o novo Conselho da Paz, impulsionado por Trump, como alternativa para a resolução de conflitos. Ele também citou a inércia da ONU perante a Venezuela, após a prisão de Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro.

A postura de Rubio foi recebida positivamente pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sinalizando uma melhora no diálogo em comparação ao discurso incisivo do vice-presidente JD Vance no ano anterior.

Soberania, imigração e gastos militares

O chefe da diplomacia americana reiterou a visão de segurança nacional de Trump, classificando a "imigração em massa" como uma crise desestabilizadora para o Ocidente. Defendeu o controle de fronteiras como um exercício de soberania e criticou políticas climáticas e comerciais que, segundo ele, desindustrializaram os aliados.

Em resposta às exigências de Washington, os membros europeus da OTAN (exceto a Espanha) concordaram em elevar os gastos com defesa para 5% do PIB, enquanto o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu uma arquitetura de segurança comum para tornar a Europa mais eficiente industrialmente.

Futuro da guerra na Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, aproveitou o fórum para solicitar mísseis de defesa aérea e garantias de segurança contra futuras invasões, relatando a destruição de toda a infraestrutura energética do país. A fala ocorre às vésperas de novas negociações em Genebra, previstas para os dias 17 e 18 de fevereiro, envolvendo Ucrânia, Rússia e EUA.

Enquanto Rubio expressou ceticismo sobre a seriedade russa em encerrar o conflito, Donald Trump instou Zelensky a agir rapidamente para selar um acordo de paz.

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