Em reunião nesta quarta-feira, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) dos Pedágios focou na nova oitiva com Marcelo Spilki, presidente-conselheiro da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs). Ele entrou na mira dos deputados desde que revelou, na primeira oitiva, que participou da modelagem do bloco 3, na época em que atuava como servidor da Secretaria de Parcerias. A fala resultou em requerimento, já aprovado na comissão, recomendando que Spilki deixe o cargo na Agergs por conflito de interesses.
O pedido de afastamento foi reforçado pessoalmente em oitiva, especialmente após Spilki afirmar que não tinha informações sobre as datas para o início das obras atrasadas no bloco 3.
As obras não foram entregues em função da enchente de 2024. Segundo a concessionária responsável pelo bloco, Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), os recursos previstos para essas intervenções estão sendo aplicados em obras de resiliência – atrasando, assim, as previstas no cronograma. Agora, a empresa entrou com um pedido de reequilíbrio de contrato, junto ao governo do Estado.
Ao explicar o caso e rebater as acusações, Spilki respondeu: “Se eu tivesse certeza que, ao deixar a Agergs, melhoraria esse processo, que teria alguém que fosse me substituir e fosse fazer algo mágico que poderia melhorar, sem dúvida nenhuma (eu poderia sair)”.|