"Posso ser criticado por minha atuação, mas há uma linha que foi cruzada ontem", declarou Durmaz em um comunicado que foi liado à imprensa. "Quando me ameaçam, quando me chamam de 'cucaracha', demônio árabe, ou terrorista talibã, então passaram longe desse limite".
Durmaz disse ainda que os inustos são completamente inaceitáveis. "Sou sueco e estou orgulhoso por jogar com a Suécia. Nunca deixarei que nenhum racista destrua esse orgulho. Temos que depreciar qualquer forma de racismo", acrescentou.
A Federação Sueca de Futebol anunciou que avisou a polícia sobre a existência das mensagens ameaçadoras. "Não toleramos que um jogador se veja exposto a ameaças e ofensas", afirmou secretário-geral da Federação, Hakan Sjöstrand.
Os companheiros de Durmaz também não demoraram em sair em defesa do jogador de futebol. "Ninguém pode culpar uma pessoa. Você ganha como um time e você perde como um time", declarou o meia Albin Ekdal ao jornal Aftonbladet. "Ele correu e lutou durante toda a partida. Foi azar. É totalmente idiota atacá-lo por isso", acrescentou o atacante John Guidetti. Durmaz disse que é comum receber tais ataques nas redes sociais. "Se você viveu isso toda a sua vida, não dá importância. Estou orgulhoso de representar o meu país", ressaltou.
Comentaristas esportivos do país também saíram em defesa do jogador. "Há pessoas enlouquecidas abertamente racistas contra Jimmy Durmaz depois depois de uma partida de futebol, e isso diz muito sobre o mundo em que vivemos, infelizmente", escreveu o jornalista Patrick Ekwall no Twitter neste domingo. Durmaz também recebeu mensagens de apoio em sua conta no Instagram, de outros fãs que o defenderam.
A Suécia, que soma 3 pontos após dois jogos, vai disputar sua vaga nas oitavas da Copa do Mundo na quarta-feira contra o México (6 pontos), em Ekaterinburgo, no terceiro e último dia do Grupo F.