Direto ao Ponto

Supremo: em jogo, bem mais que o caso envolvendo Moraes

Corte se reúne nesta terça-feira, às 10h, em meio à crise sem precedentes

Foto : Luiz Silveira/STF

Os dez ministros do Supremo Tribunal Federal se reúnem em sessão plenária extraordinária, nesta terça-feira, a partir das 10h. Na pauta, a definição sobre a instauração de inquérito ou arquivamento do caso envolvendo as trocas de mensagens e a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso.

Em jogo, porém, está bem mais do que o desfecho sobre o que será feito no caso de Moraes. Estarão na mesa as já abaladas credibilidade, moralidade e a imparcialidade da mais alta Corte do país. Não é de hoje que o Supremo está em xeque, mas a crise atingiu um patamar inédito. O tribunal enfrenta um severo desgaste devido à exposição de embates internos, em que deliberações jurídicas foram motivadas por disputas pessoais e decisões monocráticas utilizadas como instrumentos de ataque e de defesa.

Diante do cenário, o presidente da corte, ministro Edson Fachin, foi obrigado a intervir com uma série de definições. Mas ele terá de ir além das iniciativas que colocou em prática até agora. Para minimizar os estragos e ensaiar uma reação da Corte, para começar, as condutas de ministros, dentro e fora dos autos, devem ser passadas a limpo com transparência. O desfecho no caso Moraes servirá de balizador para os demais ministros citados em investigações do inquérito do Banco Master. A sessão desta terça-feira representa uma oportunidade para começar a fazer o dever de casa, mas o caminho será longo e tortuoso.

Votos poderão ser antecipados

O presidente Supremo, Edson Fachin, que assumiu a relatoria do caso Master, será o primeiro a votar na sessão desta terça-feira, após a abertura dos trabalhos, da leitura do relatório por André Mendonça, e da manifestação da PGR. No caso de pedido de vista, o que interromperia o julgamento, os ministros que quiserem poderão antecipar seus votos, marcando posição.

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