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MetSul disponibiliza online dados mais precisos sobre o nível do Guaíba; saiba como acessar

As informações são divulgadas com base na régua eletrônica operacional no Cais Central da Avenida Mauá

Foto : Pedro Piegas

A MetSul Meteorologia passou a disponibilizar o acesso a dados online mais precisos sobre o nível do Guaíba. As informações são divulgadas com base na única régua eletrônica operacional no ponto que é referência histórica para enchentes em Porto Alegre, o Cais Central da Avenida Mauá.

Os dados podem ser consultados gratuitamente a qualquer hora na seção de monitoramento no menu do site da MetSul ou diretamente por este link.

Conforme a MetSul, outras páginas na internet oferecem medições online do Guaíba, mas são dados da régua emergencial instalada no Gasômetro ainda durante a enchente de maio de 2024.

Embora os dados não estejam errados, a régua do Gasômetro marca ao redor de 60 cm a mais que o nível no Cais Central da Avenida Mauá, que é o ponto de referência há mais de um século para medições do nível do Guaíba.

A MetSul Meteorologia disponibiliza os dados do nível do Guaíba no Cais Central da Mauá a partir de uma parceria com a empresa TideSat, uma start‑up que se destaca hoje no mercado de monitoramento hidrológico pela sua alta tecnologia.

| Foto: Reprodução/MetSul

Experiência com enchente histórica

Foi a medição desta régua da TideSat, que marcou um pico de 5,15 m no Cais Central na enchente da Avenida Mauá, que mais se aproximou da cota máxima informada para a enchente de maio de 2024 no Cais Central de 5,13 m, conforme estudo publicado pelo Serviço Geológico Brasileiro.

Justamente pela tecnologia empregada, a régua da TideSat foi a única a não ter saído do ar durante toda a enchente em Porto Alegre, com dados precisos e quase em tempo real do nível do Guaíba.

Tecnologia inovadora

Fundamentada em anos de pesquisa, a TideSat levou ao mercado uma tecnologia inovadora para medição do nível d’água: um sensor capaz de operar remotamente, a partir de uma distância segura da água.

Ou seja, o sensor não precisa ficar em contato com a água e pode ficar a vários metros de altura em relação a ela. Isso fornece maior garantia de que o sensor continuará operando mesmo durante as enchentes, além de reduzir a vulnerabilidade a furtos ou danos por destroços trazidos na correnteza.

Estas características únicas fizeram com que o sensor resistisse às maiores enchentes da história do Rio Grande do Sul em 2024, mantendo o envio de informações essenciais para tomadores de decisão, meteorologistas, pesquisadores e comunidade.

O sensor opera de forma autônoma com energia solar e transmissão de dados. Todas essas características flexibilizam a instalação do dispositivo em estruturas simples como postes.

A tecnologia baseia-se na refletometria via satélite, uma técnica de sensoriamento remoto que utiliza as ondas de satélites de navegação, como GPS, que refletem na superfície da água até o receptor.

A partir de um processamento robusto, a TideSat transforma essas reflexões em altura da superfície da água ou simplesmente nível da água.

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