A MetSul Meteorologia passou a disponibilizar o acesso a dados online mais precisos sobre o nível do Guaíba. As informações são divulgadas com base na única régua eletrônica operacional no ponto que é referência histórica para enchentes em Porto Alegre, o Cais Central da Avenida Mauá.
Os dados podem ser consultados gratuitamente a qualquer hora na seção de monitoramento no menu do site da MetSul ou diretamente por este link.
Conforme a MetSul, outras páginas na internet oferecem medições online do Guaíba, mas são dados da régua emergencial instalada no Gasômetro ainda durante a enchente de maio de 2024.
Embora os dados não estejam errados, a régua do Gasômetro marca ao redor de 60 cm a mais que o nível no Cais Central da Avenida Mauá, que é o ponto de referência há mais de um século para medições do nível do Guaíba.
A MetSul Meteorologia disponibiliza os dados do nível do Guaíba no Cais Central da Mauá a partir de uma parceria com a empresa TideSat, uma start‑up que se destaca hoje no mercado de monitoramento hidrológico pela sua alta tecnologia.
Experiência com enchente histórica
Foi a medição desta régua da TideSat, que marcou um pico de 5,15 m no Cais Central na enchente da Avenida Mauá, que mais se aproximou da cota máxima informada para a enchente de maio de 2024 no Cais Central de 5,13 m, conforme estudo publicado pelo Serviço Geológico Brasileiro.
Justamente pela tecnologia empregada, a régua da TideSat foi a única a não ter saído do ar durante toda a enchente em Porto Alegre, com dados precisos e quase em tempo real do nível do Guaíba.
Tecnologia inovadora
Fundamentada em anos de pesquisa, a TideSat levou ao mercado uma tecnologia inovadora para medição do nível d’água: um sensor capaz de operar remotamente, a partir de uma distância segura da água.
Ou seja, o sensor não precisa ficar em contato com a água e pode ficar a vários metros de altura em relação a ela. Isso fornece maior garantia de que o sensor continuará operando mesmo durante as enchentes, além de reduzir a vulnerabilidade a furtos ou danos por destroços trazidos na correnteza.
Estas características únicas fizeram com que o sensor resistisse às maiores enchentes da história do Rio Grande do Sul em 2024, mantendo o envio de informações essenciais para tomadores de decisão, meteorologistas, pesquisadores e comunidade.
O sensor opera de forma autônoma com energia solar e transmissão de dados. Todas essas características flexibilizam a instalação do dispositivo em estruturas simples como postes.
A tecnologia baseia-se na refletometria via satélite, uma técnica de sensoriamento remoto que utiliza as ondas de satélites de navegação, como GPS, que refletem na superfície da água até o receptor.
A partir de um processamento robusto, a TideSat transforma essas reflexões em altura da superfície da água ou simplesmente nível da água.