Direto ao Ponto

Tite destaca força mental da Seleção após vitória

Brasil derrotou a Costa Rica com gols nos minutos finais nesta sexta

Tite elogiou força mental do Brasil
Tite elogiou força mental do Brasil Foto : Gabriel Bouys / AFP / CP
O técnico Tite destacou a força mental da Seleção Brasileira para buscar a vitória contra a Costa Rica nos acréscimos do segundo tempo nesta sexta-feira pelo Grupo E da Copa do Mundo. Em sua coletiva após a partida, o treinador ressaltou que preparou o time para ter paciência e não se desorganizar mesmo que o gol demorasse para sair.

“(O time) Teve um componente emocional muito forte. Nós tivemos isso de manter uma concentração forte e manter o volume. É importante manter o volume com o desgaste emocional dos atletas. Eu digo que tem sempre 95 minutos para decidir. Hoje teve 97, foram dois a mais. Isso se tiver 0 a 0 ou se fizer um gol no começo. Se fizer um gol no começo, tem até os 95 para manter a vitória. Eles sabem disso”, destacou.

Tite seguiu os elogios à atuação brasileira. O treinador analisou que o time fez um segundo tempo de alta qualidade e que merecia ter feito o gol antes. “Foi um grande segundo tempo. O time conseguiu botar volume, ter finalizações, precisão. O Navas (goleiro da Costa Rica) jogou muito. No primeiro tempo não. Erramos passes. No segundo retomamos. Falai para eles no intervalo: dominem bem para passar bem. Assim a gente tem condições de criar”, revelou o treinador.

Autor do segundo gol do Brasil, Neymar chamou atenção ao chorar no gramado do estádio São Petersburgo ao final da partida. Tite falou sobre as cobranças em cima do jogador caso a Seleção Brasileira tivesse tropeçado e ressaltou que as responsabilidades devem ser divididas entre todos.

“Toda individualidade aparece se o time estiver forte. É desumano colocar em um atleta a responsabilidade de uma seleção. Eu tenho que assumir, o Douglas Costa tem, o Coutinho tem, todos têm a sua responsabilidade”, disse.

VAR

Tite comentou ainda a decisão do árbitro Bjorn Kuipers, que voltou atrás na marcação do pênalti em cima de Neymar. O treinador evitou reclamar do lance ao dizer que foi uma jogada de interpretação, mas lembrou do gol da Suíça no primeiro jogo em que em sua avaliação deveria ter sido observado no vídeo pela arbitragem.

“Eu assisti ao lance, tanto pode dar como não pode. Se sou eu o árbitro, marco (o pênalti). Eu não voltaria, mas não reclamo porque foi lance de interpretação. Eu só quero que o VAR seja justo. Como foi olhado agora, deveria ter sido olhado outros. Entendam como quiserem”, completou.

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