O mês de maio também tem suas campanhas, a exemplo do Outubro Rosa, que lança alertas sobre o câncer de mama, e o Novembro Azul, que enfoca o câncer de próstata. Nessa esteira, temos o Maio Laranja, que chama a atenção para o combate ao abuso infantil. Instituído pela Lei 14.432/2022, o Maio Laranja é relativamente recente e coloca este período como próprio para incentivar mobilização contra todo tipo de violência contra nossas crianças e adolescentes. O ponto alto das atividades será o dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, criado em memória do caso Araceli Cabrera Sánchez Crespo, menina de 8 anos que foi brutalmente assassinada em 1973.
O objetivo da iniciativa é conscientizar, prevenir e fortalecer redes de proteção para que crianças cresçam em ambientes seguros. A prevenção envolve ensinar crianças sobre contatos físicos impróprios de terceiros, algo que pode ser acrescido da capacitação de adultos, familiares e professores, entre outros, para identificar sinais de alerta e também para incentivar acerca da necessidade de realizar denúncias por meio dos canais disponibilizados pelas autoridades. Os números são assustadores e indicam que, a cada seis minutos, um infante é alvo de condutas abusivas, o que retira a questão do âmbito privado e a coloca como algo a ser objeto de atenção de toda a coletividade. Já está bem assentada entre nós a ideia de o quanto uma infância protegida faz a diferença na vida do indivíduo em todas as demais fases da sua vida, respaldando suas lembranças de boas vivências e sendo decisiva na elaboração de sua autoestima, da sua estabilidade emocional. É indubitável que esse segmento vulnerável precisa ser alvo de um zelo familiar, escolar e institucional diferenciado a fim de que possa se desenvolver em toda a sua potencialidade.
As crianças e os adolescentes são o futuro da nação. Literalmente. E, para que possam ser felizes e cumprir com seu papel de cidadãos no nosso desenvolvimento socioeconômico, eles precisam ser alvo da melhor assistência que a coletividade lhes pode dar. Nenhuma negligência pode ser admitida, sob pena de falharmos com nosso papel de protetores sociais.