Direto ao Ponto

Veja o perfil dos candidatos aos cargos legislativos pelo RS

Informações estão disponíveis no portal de dados abertos do TSE

Estado civil e grau de instrução divergem entre candidatos e o eleitorado
Estado civil e grau de instrução divergem entre candidatos e o eleitorado Foto : Nelson Jr./Ascom TSE/CP

Com a campanha eleitoral oficialmente liberada, os candidatos aos cargos legislativos já ocupam as ruas e as redes sociais para pedir votos e divulgar suas propostas. Para além do embate político e ideológico, a identificação entre o eleitor e o candidato tem se tornado um fator importante da campanha.

De acordo com indicadores extraídos do portal de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o perfil predominante das candidaturas gaúchas, tanto para a Assembleia Legislativa (ALRS) quanto para a Câmara dos Deputados, segue um padrão de homens, brancos, casados, de meia-idade e com alto grau de escolaridade.

A representatividade feminina segue pouco além do mínimo estabelecido pela cota de gênero. Entre as 541 candidaturas à Assembleia Legislativa, a representação feminina cresceu de forma tímida nos últimos pleitos, passando de 33% em 2022 para apenas 34% em 2026. Na disputa pela Câmara dos Deputados, dos 457 postulantes, o índice de candidaturas femininas ficou travado em 35% nos mesmos anos, contra 65% masculinas.

No entanto, as mulheres compõem a maioria absoluta do eleitorado gaúcho, somando 52,9% das pessoas aptas a votar.

Na corrida para a ALRS, 83% (449) das candidaturas se autodeclaram brancas, seguidas de 8,5% (46) pretas e 7,58% (41) pardas, com apenas 0,55% (3) indígenas e 0,37% (2) amarelas. O panorama dos candidatos a deputado federal pelo Estado é semelhante: 79,87% (365) são brancos, 10,94% (50) são pretos e 8,75% (40) são pardos, com 0,44% (2) amarelos e nenhuma candidatura indígena.

Vale ressaltar que a identificação de cor/raça é um registro opcional e autodeclaratório no TSE. Atualmente, apenas 16,1% da população gaúcha possui esse cadastro preenchido, mas, nessa fatia, o cenário é um pouco diferente das candidaturas: 74% são brancos, 17% pardos e 8% pretos.

Outros marcadores sociais que ilustram o afastamento entre candidatos e eleitores são o estado civil e a idade. Nas disputas para ambos os parlamentos, a maior parte dos políticos é casada — representando 46% dos candidatos tanto na ALRS quanto na Câmara Federal. O restante das candidaturas estaduais se divide entre 41% de solteiros, 9% divorciados, 2% separados e 1% viúvos. Os índices variam pouco na disputa federal, onde há 39% de solteiros e 13% de divorciados.

No eleitorado, a parcela predominante do eleitorado é formada por pessoas solteiras, que somam 58% dos votantes, enquanto os casados correspondem a 33%.

O perfil etário é semelhante entre as casas legislativas, com as candidaturas predominando entre 45 aos 49 anos, marcando o início da meia-idade. A concentração de candidatos também fica acima desta faixa.

O eleitorado tem uma distribuição concentrada em idades menores. O principal bloco de votantes têm entre 40 e 44 anos, sendo que a soma dos eleitores abaixo dos 40 anos supera a parcela acima dos 45 anos.

Em relação ao grau de instrução, o acesso ao diploma universitário é um padrão entre os candidatos: na Assembleia Legislativa, 60,26% (326) possuem o ensino superior completo, seguidos por 17,38% com o ensino médio. Na Câmara dos Deputados, o índice de ensino superior completo é de 55,58% (254), com 19,26% apresentando nível médio completo. Vale destacar que nenhum candidato a deputado federal declarou ter apenas ler e escrever, ainda que seja amparado por lei.

Os índices dos candidatos divergem do paradigma educacional do eleitorado. A maior fatia dos votantes gaúchos declarou possuir o ensino fundamental incompleto (26,71%). A distribuição segue com 23,7% indicando ter ensino médio completo, 17,87% médio incompleto, e 8,91% fundamental completo. Aqueles com diploma de graduação (superior completo), que dominam as opções de voto, representam apenas 11,15% do eleitorado. Há ainda 2,6% de votantes que apenas leem e escrevem, e 1,6% de analfabetos.

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