Verão

Acordo com MPRS faz ponte pênsil entre Torres e Passo de Torres ser fechada durante festividades

Prática já foi implantada no Natal de 2025 e Réveillon deste ano

Ponte Pênsil que liga Torres (RS) e Passo de Torres (SC)
Ponte Pênsil que liga Torres (RS) e Passo de Torres (SC) Foto : Pedro Piegas

Reinaugurada na metade de 2024, a ponte pênsil entre Torres, no Rio Grande do Sul, e Passo de Torres, em Santa Catarina, está sendo utilzada a pleno por frequentadores que, além da experiência de cruzar os Estados a pé, também aproveitar uma vista única do rio Mampituba. A travessia, que desabou em 20 de dezembro de 2023, matando o jovem Brian Grandi, na época com 20 anos de idade, e deixando outras 16 pessoas feridas, teve instalada pelo município catarinense, responsável pela obra de reconstrução, uma placa indicando o limite de dez adultos por vez. Motocicletas estão proibidas, enquanto ciclistas são permitidos, desde que empurrem as bicicletas.

A ponte agora está dois metros mais alta do que a anterior, e tem altura equiparada à ponte de concreto Anita Garibaldi, localizada próxima, a fim de facilitar a passagem de embarcações. Segundo o secretário de Turismo de Torres, Gabriel de Mello, para esta temporada, a ponte estará fechada em horários específicos de maior movimento durante feriados prolongados, em ambos os lados. “Justamente para evitar o excesso de peso sobre a estrutura, causado por aglomerações”, comentou ele, citando períodos de um fluxo acentuado de turistas na área.

Mello também comentou sobre uma eventual imprudência de frequentadores, que inclusive, por vezes, atuam com comportamentos perigosos, como saltar da ponte para o rio, que também é proibido, além do balanço proposital da estrutura. A medida foi tomada após um novo acordo firmado entre os dois municípios e o Ministério Público do RS (MPRS), por meio de um aditamento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

A regra já foi aplicada no Natal e Réveillon, e será aplicada no Carnaval, quando haverá a interdição a partir das 20h, durante todas as noites da folia, e na procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, quando a interdição começa duas horas antes e termina ao final do evento, independentemente da data. Cada município é responsável por fechar sua cabeceira. Pelo acordo, Passo de Torres assumiu a responsabilidade de controlar o fluxo de pessoas nos horários de maior movimento, com a presença de agentes de segurança, durante datas festivas, como o período diurno das festividades de Carnaval.

A reconstrução, ao custo de R$ 701,8 mil, chegou a ter as obras paralisadas pela Marinha por diversos motivos, como falta de documentação adequada e inclusive falta de aprovação do projeto da ponte pelo órgão federal. Mas as questões foram sanadas e o projeto pôde continuar. Após a morte de Grandi, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) gaúcho concluiu que a causa do acidente na ocasião foi a corrosão da estrutura da ponte, inaugurada em 1985. As polícias civis do Rio Grande do Sul e Santa Catarina concluíram seus inquéritos sem indiciamentos.

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