Verão

Assembleia de Verão da Famurs encerra com debates sobre saúde a Reforma Tributária

Presidente da entidade destacou pontos positivos do evento que encerrou hoje no Litoral Norte

Presidente Marcelo Arruda fez balanço do encontro realizado na SABA, em Atlântida
Presidente Marcelo Arruda fez balanço do encontro realizado na SABA, em Atlântida Foto : Pedro Piegas

A Reforma Tributária nacional e a prevenção como estratégia de saúde, reduzindo despesas dos municípios, pautaram o segundo e último dia da Assembleia de Verão Federação das Associações dos Municípios (Famurs), realizada no Litoral Norte. Outro destaque foi o lançamento, pela Famurs, da ferramenta Oportuniza Municípios, que auxiliará no fomento e busca de oportunidades para os municípios gaúchos.

O primeiro painel do dia tratou do plano de desenvolvimento do Conselho Estadual de Desburocratização e Empreendedorismo e da Invest RS, a Agência de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Na sequência, o tema abordado foi a responsabilidade dos municípios com a prevenção, diminuindo custos no cuidado da saúde. A ex-prefeita de Cristal, Fábia Richter, que é enfermeira, investir em prevenção oferece qualidade de vida, reduz adoecimento e muda a cultura que foca no tratamento.

“Prevenir é mais barato e eficaz.o olhar tem que ir além da estrutura de diagnóstico e tratamento, precisa evitar a doença”, afirma Fábia.

A apresentação central do dia abordou a arrecadação municipal a partir da reforma tributária. O assessor tributário Milton Antônio Mattana fez recomendações às prefeituras projetando cenários fiscais durante os próximos cinco anos e apontou cuidados que os municípios devem ter para evitar a perda de receita.

Conforme o especialista, as principais mudanças tratam da criação, extinção e substituição de taxas. Todos os bens e serviços passam a ser tributados de forma uniforme, com algumas exceções. O novo modelo evita a cobrança de imposto em cascata, reduzindo distorções econômicas.

Alguns setores específicos terão tratamento diferenciado: saúde, educação, transporte público e itens essenciais como medicamentos e alimentos podem ter alíquotas reduzidas ou isenções. Outras, terão regime especial, como a agroindústria e pequenas empresas, terão regimes diferenciados de tributação. Algumas categorias que hoje não são tributadas podem passar a contribuir, como as grandes fortunas ou investimentos com benefícios fiscais, reduzindo as isenções.

Muitos municípios nos últimos anos fizeram investimentos para aumentar a sua renda “per capita” e com esse modelo de reforma tributária perderão grande parte dos investimentos realizados nos últimos anos. Aqueles municípios que investiram em expansão, industrialização e aumento de produtividade em seus territórios, sairão prejudicados na reforma, porque terão seu crescimento estancado tendo em vista que a receita originada da nova tributação (IBS) será distribuída onde há o consumo e não mais na origem.

Presidente celebra resultados

Foram dois dias de troca de experiência e articulação entre gestores de diferentes regiões do Estado. Os organizadores estimam que mais de duas mil pessoas estiveram reunidas para o evento, realizado na praia de Atlântida, em Xangri-Lá. Na despedida, o presidente da Famurs, Marcelo Arruda, destacou que considera o evento de 2025 um sucesso de adesão e prova da união do municipalismo gaúcho.

“Temos dores em comum, não importa o tamanho, só muda o endereço. Um município sozinho tem pouca ou nenhuma voz, mas juntos somos fortes e ouvidos. Esta entidade luta e seguirá lutando por direitos iguais para todos, queremos ajudar os grandes centros, e nosso homem do campo e as nossas pessoas que batalham diariamente para manter as nossas cidades”, reforçou Arruda.