A Brigada Militar divulgou os números parciais da 55ª Operação Golfinho, que está ocorrendo desde o mês de dezembro no litoral sul e norte do Rio Grande do Sul. A iniciativa vai até o dia 5 de março.
Segundo o balanço, no litoral sul até o último dia 11, mais de 20,9 mil pessoas foram identificadas, 13 motoristas foram presos por embriaguez ao volante, oito prisões ocorreram por adulteração de sinal de identificação de veículos. Na oportunidade seis foragidos foram recapturados, seis prisões ocorreram por tráfico de drogas e uma por porte ilegal de arma de fogo. Além disso, mais de 20,1 mil veículos foram fiscalizados, mais de 22,6 mil autuações foram realizadas, 208 automóveis foram removidos e 161 operações foram realizadas.
O Subcomandante da Brigada Militar e Coordenador da Operação Golfinho, Coronel Douglas da Rosa Soares lembra que neste ano cerca de 1,1 mil brigadianos foram retirados de outros batalhões e deslocados ao litoral “ São 700 homens no Norte e 300 para o Litoral Sul. A Operação como um todo, reforça o policiamento em 37 cidades, que têm balneário ou de água marítimas, lago ou rio”, explica.
Para ele, a grande marca da Operação Golfinho é a questão da visibilidade dos policiais que causou uma sensação de segurança maior aos que estavam no litoral. “Isso se deve não ao número de policiais mas sim a maneira de empregá-los que foi otimizada e fez com que colocássemos resultados melhores com um melhor emprego de meios materiais e humanos”, destaca. O coordenador relata que nos meses de outubro e novembro ocorreu uma Operação Pré-Golfinho, onde todos os fins de semana o efetivo do Choque de todo o Estado era deslocado para o litoral a fim de já começar um trabalho de prevenção, com saturação de áreas, prisão de foragidos, apreensão de armas e drogas. “Preparamos o terreno para a chegada da grande quantidade de brigadianos que teriam e as três milhões de pessoas além das que já residem em praias e que frequentam o litoral gaúcho durante o verão, principalmente nos principais feriados como Natal e Ano Novo”, exemplifica.
Este ano a Operação teve inovações, como o uso do quadriciclo para patrulhamento de faixa de areia. “Foi algo positivo que deve voltar ano que vem”, projeta. O Comandante avalia que a última Operação Golfinho, entre os anos de 2023 e 2024, já tinha obtido melhores resultados que a anterior e essa melhor ainda. “Os indicadores caíram, também prendemos menos pessoas, o que mostra que a prevenção funcionou e foi maior que a repressão. No entanto, aumentou a apreensão, quase o dobro de armas e foragidos que a última Operação. Os dados parciais nos comprovam que as praias estão cada vez mais seguras”, conclui.