Consideradas um refúgio para aqueles que buscam veranear sem sair de Porto Alegre, as praias do da Orla do Guaíba, no extremo Sul da Capital atraem banhistas neste domingo (12). Apesar do vento forte e o tempo parcialmente nublado, as praias localizadas nos bairros Belém Novo e Lami eram frequentados desde a manhã.
Conforme relatório de balneabilidade divulgado pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), estão próprios para banho, em Belém Novo, o posto localizado na Praça José Comunal e as praias do Leblon e do Veludo. No Lami, os veranistas podem curtir o verão nos pontos de acesso pela rua Luiz Vieira Bernardes e na Avenida Beira Rio.
Na região, que foi duramente devastada pelas enchentes do ano passado, os escombros e resquícios da tragédia que assolou a Capital contrastam com a natureza e a busca por sossego, que atraem centenas de pessoas.
O maior movimento registrado durante o domingo se deu no Belém Novo. Na Praia do Veludo, famílias faziam churrasco, jovens se reuniam e crianças aproveitavam o calor para se refrescar nas águas do Guaíba.
Apesar de bom, o comerciante Leandro Oliveira Bernardes, que há cinco anos trabalha com a venda de milho verde na praia, relata que o movimento está abaixo dos anos anteriores. “Eu considero a enchente como um dos motivos, por ter destruído a praia toda. E o pessoal também está sem dinheiro. Não está como em anos anteriores, mas dá para a gente se manter”, comenta.
Entre as pessoas que curtiam o domingo na Praia do Veludo, estava o chapeador Gilberto Bragança, de 47 anos, que veio de Canoas em um passeio em família. Perguntado sobre o motivo de escolher as praias de água doce da Orla do Guaíba, ele destaca, justamente, um sossego maior do que o encontrado em outros lugares, como no Litoral. “Aqui é um lugar mais para as famílias, não tem uma multidão. Por isso resolvi vir com a família toda”, conta, enquanto acendia o fogo para preparar um churrasco.
Já no Lami, o impacto das enchentes é ainda maior, tanto nos escombros dos estabelecimentos e moradias derrubados pela força da água, quanto no movimento bem abaixo do registrado em outros tempos.
Apesar de receber um público menor, a praia também tinha centenas de famílias, prontas para passar o dia e se refrescar no Guaíba, como o auxiliar de cozinha Igor Ribeiro, de 27 anos. Morador do bairro Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre, ele esteve com a esposa e as duas filhas. “É a terceira vez que viemos para o Lami recentemente. Minha mãe está morando no bairro e a gente aproveita, quando vem visitar ela, para trazer as meninas e curtir”, explica.
Ribeiro também reforça o impacto das enchentes no Lami, visíveis para quem frequenta o local. “A gente vê como ficou e a destruição causada, mas ainda é um lugar bom. É bem tranquilo e traz um pouquinho de paz”, pondera.