Cavalgada do Mar termina após percorrer mais de 300 quilômetros
capa

Cavalgada do Mar termina após percorrer mais de 300 quilômetros

Cerca de 5 mil participantes saíram do balneário de Dunas Altas, em Palmares do Sul, no dia 23 de fevereiro, e foram até Torres

Por
Chico Izidro

Cavalarianos percorreram 300 quilômetros desde 23 de fevereiro

publicidade

A 35ª Cavalgada do Mar se encerrou neste sábado, depois de uma semana onde os cavalarianos percorreram mais de 300 quilômetros. Cerca de 5 mil participantes saíram do balneário de Dunas Altas, em Palmares do Sul, no dia 23 de fevereiro, chegando a Torres, revezando-se em 1,5 mil animais. No trajeto, os cavalarianos passaram por Pinhal, Cidreira, Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Arroio do Sal e concluindo no Parque do Balonismo, em Torres. Dois integrantes da Brigada Militar acompanharam o evento desde o início.

E durante todo o caminho, ocorreram piquetes, shows, bailes, atividades esportivas e oficinas – todas relacionadas com a cultura gaúcha. A promoção foi do Instituto Cultural Cavalgada do Mar- ICCMAR e Piquete da OAB/RS.

“Estou encantada, maravilhada com a cavalgada”, afirmou a amazona Marlise Birk, de Porto Alegre, que participou pela primeira vez do evento, fazendo o trajeto desde o início, no sábado passado. “Decidi participar porque amo cavalos e porque acho a nossa cultura muito bacana”, esclareceu. Ela contou ainda que passou por alguns momentos onde sentiu um pouco de machismo. “Mas eu tirei de letra as piadinhas e comentários. Quando eles estavam vindo, eu já estava voltando”, divertiu-se Marlise, que pretende retornar no próximo ano.

O também porto-alegrense Cláudio Weber costumava participar da cavalgada com o avô, Jair Melo, que faleceu há exatos quatro anos. “Esta é a primeira vez que venho na cavalgada a cavalo. Eu sempre vinha com meu avô e hoje (sábado) faz exatos quatro anos de sua morte”, lembrou. “Então resolvi cavalgar com a égua que ele deixou para mim”, ressaltou. Weber também esteve desde o começo, em Dunas Altas. “É um prazer enorme, por estar cultivando o tradicionalismo, as coisas que meu avô prezava”, destacou.

O cavalariano Cláudio Antônio Gottschalk, vereador de Nova Petrópolis, coordenou a caminhada. Esta foi a sua 30ª participação na cavalgada. “Foi mais uma vez muito bom”, disse. “Não ocorreram incidentes, o tempo ajudou, já que não choveu”, afirmou. Ele contou que do número de cavalarianos que iniciou a trajetória, muitos foram largando no meio do caminho, por causa de compromissos. “Mas isso é o de menos. O que importa é que o pessoal esteve o tempo todo muito motivado”, encerrou.

A cavalgada está no Livro dos Recordes (Guinness Book) como o maior evento festivo de cavaleiros e amazonas do mundo.