A chuva persistente que atingiu Capão da Canoa nesta sexta-feira deixou um rastro de transtornos em diferentes pontos da cidade. Foram mais de cinco horas de chuvas incessantes, entre as 10h e as 15h. O caso mais grave foi registrado na avenida Martinho J. Espíndola com a avenida General Osório, onde um carro caiu em um arroio após o transbordamento da água.
No local, o nível subiu a ponto de se igualar à pista, que já apresentava alagamento. A situação pode ter confundido o motorista de um Honda HR-V branco, que acabou entrando no trecho sem perceber a existência do arroio e caiu no curso d'água. Apesar do susto, houve apenas danos materiais.
GALERIA DE FOTOS: Carro cai em arroio
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), foram atendidas três ocorrências envolvendo cinco veículos que ficaram presos em alagamentos ao longo do dia. Não houve registro de feridos.
Na avenida General Osório, a água chegou à altura do joelho de pedestres. Em alguns pontos, o nível ficou a poucos centímetros de invadir estabelecimentos comerciais.
Uma barbearia localizada na área escapou por pouco. O proprietário, Roger Debastiani, relata que o problema é recorrente em episódios de chuva intensa. "Aqui é tradicional. Quando dá essa chuva forte acontece. Reconhecemos que o sistema de drenagem não foi feito para esse volume. São muitas horas de chuva ininterrupta", afirmou.
Segundo ele, a preocupação maior ocorre quando veículos pesados passam em alta velocidade. “Se passa um ônibus ou caminhão muito rápido, as ondulações batem forte e podem molhar, mas não passa disso”, acrescenta.
Assim como a região central, a Zona Norte do município também foi duramente impactada pelo volume de água. A avenida Cristóvão Colombo ficou intransitável, e na avenida Paraguassú veículos de menor porte precisaram utilizar uma ciclovia para conseguir trafegar com mais segurança.
Em diversos pontos da região, era possível observar carros abandonados após entrarem no painel por conta da água acumulada nas vias. Conforme a Defesa Civil, ainda não há números oficiais sobre o volume de chuva registrado, mas a incidência foi considerada muito acima do normal para o período.
Na orla, a situação mais crítica foi registrada no calçadão da avenida Beira-Mar, em frente à rua Poti. A água que escoava por um trecho não suportava a pressão, provocando a cedência de parte da calçada. Funcionários da prefeitura realizaram o isolamento da área para evitar acidentes.
Ao longo do dia, as lojas de vias ficaram intransitáveis para veículos de passeio, sendo possível apenas a passagem de caminhões e veículos de maior porte. Apesar dos transtornos e prejuízos materiais, não houve registro de feridos.
Não há, até o momento, um balanço consolidado sobre a quantidade total de pontos de alagamento.
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