Verão

Corsan intensifica inspeções em redes irregulares de água e esgoto em Torres, no Litoral Norte

Até itens como roupas íntimas e toalhas são encontrados nas ligações

Esgoto a céu aberto na Praia da Cal, em Torres, é um problema que se repete
Esgoto a céu aberto na Praia da Cal, em Torres, é um problema que se repete Foto : Mauro Schaefer

Equipes de fiscalização da Corsan inspecionam, até esta sexta-feira, na Praia da Cal, em Torres, no Litoral Norte, ligações irregulares de rede pluvial, para drenagem de água das chuvas, à rede cloacal, de esgoto doméstico. Os trabalhos iniciaram na última quinta-feira, e, de acordo com a Corsan, também será vistoriado o descarte incorreto de resíduos e materiais nas tubulações.

Nas próximas semanas, o serviço ocorre no Centro, bairro São Francisco e arredores. Itens como papel higiênico, lenços umedecidos, fraldas, preservativos, cerdas de vassouras, brinquedos, e inclusive roupas íntimas e toalhas, têm sido encontrados com frequência, destacou a companhia.

“Adotar atitudes corretas em relação às redes coletoras de esgoto é fundamental para a saúde pública e para a preservação do meio ambiente, pois contribui para o bom funcionamento do sistema, desde a coleta até o tratamento adequado nas unidades operacionais”, disse o gerente de Operações da Corsan no Litoral Norte, Alan Pedra. As vistorias nas redes de esgoto são feitas com uso do método conhecido como fumacê.

Os técnicos aplicam fumaça não tóxica na entrada das caixas de inspeção das tubulações, e o vapor aponta os locais onde existem ligações da rede pluvial à rede cloacal. Quando é constatada irregularidade, o proprietário do imóvel é orientado a fazer a adequação. As redes de esgoto devem receber apenas os dejetos domésticos.

Misturar a elas o escoamento da água de chuvas provoca sobrecarga e problemas como mau cheiro, retorno do esgoto para os imóveis, rompimento de redes e prejuízos ao meio ambiente. Além da conexão direta de água de chuvas ao sistema de esgoto cloacal, potencializam os danos o descarte indevido de lixo e o despejo de óleo nas redes de esgotamento sanitário.

Segundo Alan, a Corsan está investindo em obras para que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto, conforme prevê o Marco Legal do Saneamento. Mas para isso, acrescentou o gerente, é fundamental que as pessoas façam as interligações dos imóveis às redes à medida que elas ficam disponíveis.

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