Uma das cidades mais antigas do Rio Grande do Sul, fundada em 1809, tem na doçura uma de suas principais fontes de renda. Santo Antônio da Patrulha, uma das cidades que formam o caminho que leva parte dos gaúchos para o Litoral Norte tem como destaque a gastronomia em função das heranças açorianas, presentes nos tradicionais sonhos, rapaduras e demais doces coloniais caseiros e industrializados.
Segundo o prefeito Rodrigo Massulo, o ramo de doces e produtos naturais representam cerca de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) de Santo Antônio da Patrulha. Ele conta ainda que as três principais empresas do setor empregam cerca de 1,6 mil trabalhadores na cidade. Além disso, existem outras empresas de menor porte que também atuam neste mercado. Ao todo, são mais de 2 mil empregos diretos em função da produção e da comercialização de doces.
“Algumas marcas daqui são encontradas em supermercados em todo o Brasil e, inclusive, em países da Europa e da América do Norte. A produção de doces é certamente o carro-chefe da nossa cidade. E isso remete ao tempo em que, antes da freeway, o RS passava por dentro da cidade para ir à praia e, obrigatoriamente, parava nos estabelecimentos para apreciar a iguaria, principalmente o tradicional sonho açoriano. Até hoje, algumas empresas cultivam essa tradição”, apontou o prefeito.
Tudo isso resultou no reconhecimento estadual, aprovado em 2014, de Santo Antônio da Patrulha como a Capital da Rapadura e do Sonho. Massulo ressaltou ainda o esforço feito pelo município para incentivar a produção na cidade, como o asfaltamento das principais estradas que levam às indústrias e os projetos desenvolvidos para promover a gastronomia da cidade, principalmente durante o movimento do verão no Litoral Norte.
“Onde você vai, as pessoas dizem que somos a terra da rapadura ou do sonho. Então já usamos muito dessa popularidade para fazer com que os produtos da cidade se desenvolvam. Levamos a pavimentação asfáltica justamente para facilitar a logística. Então nos preocupamos em fomentar o crescimento destas empresas.
Uma delas, inclusive, investiu cerca de R$ 40 milhões nos últimos três anos para duplicar a produção. Além disso, o Departamento de Turismo tem trabalhado na confecção de folderes divulgando os atrativos turísticos e também a gastronomia local nos pedágios. Nós precisamos aproveitar esse fluxo acentuado para divulgar a nossa cidade”, completou.