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Em 15 dias, prefeitura de Imbé recolheu mais de 39 toneladas de lixo em 2019

Orla sofre com o descarte irregular que resulta em prejuízo de R$ 400 mil ao Executivo

Por
Carmelito Bifano

Desde 2018, 130 lixeiras foram distribuídas em toda a orla de Imbé, facilitando o descarte

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A prefeitura de Imbé recolheu nos primeiros 15 dias de 2019 mais de 39 toneladas de lixo na beira da praia. Além de causar danos ao meio ambiente, com o descarte irregular, e perigo para os veranistas e moradores, como é o caso de cacos de vidros na areia, e deixar alguns trechos dos 11 quilômetros da orla do município com uma aparência desagradável, os dejetos abandonados na faixa litorânea criam um prejuízo financeiro de aproximadamente R$ 400 mil de gastos extras para o Executivo.

“O município trabalha muito na conscientização da população, na colocação de lixeiras e na limpeza da praia, mas, mesmo assim, a gente sente uma resistência muito grande das pessoas em colaborar com a cidade”, salientou o prefeito Pierre Emerim. Com a contribuição de veranistas e moradores, o valor extra gasto com o recolhimento e destinação do lixo poderia ser reinvestido em outras demandas da cidade. “Poderíamos pavimentar aproximadamente oito ruas”, revelou.

Porém, o prefeito reconhece que a situação foi pior em outros anos. O trabalho de conscientização feito com as escolas, com a comunidade, com os veranistas e com os turistas que passam pelo município tem surtido efeito. Além disso, desde 2018, 130 lixeiras foram distribuídas em toda a orla de Imbé, facilitando o descarte. “É triste que, mesmo com dezenas de lixeiras e o próprio bom senso, que poderia funcionar para que as pessoas carregassem seus restos não consumidos numa sacola até a casa, ainda tenhamos tanta dificuldade em controlar este problema”, lamentou Emerim.