Verão

Federasul reúne empresários no Litoral Norte para avaliar estratégias e discutir economia gaúcha em 2025

Encontro ocorre nesta sexta-feira na Câmara Municipal de Osório

Federasul no Litoral Norte
Federasul no Litoral Norte Foto : Pedro Piegas

A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) realizou, nesta sexta-feira, na Câmara Municipal de Osório, sua habitual reunião de integração no Litoral Norte, a primeira do ano, reunindo dezenas de representantes do segmento produtivo gaúcho. O evento também consolidou a tradicional Carta de Osório, com possíveis iniciativas e rumos para a economia gaúcha no ano de 2025. A abertura do encontro foi feita pelo presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa.

“Este encontro é muito especial, porque construímos as estratégias ao longo do ano e fazemos uma leitura do cenário que vem desde o ano passado. Legitimamos também as percepções de empreendedores e lideranças de todos os setores econômicos do Rio Grande do Sul e afinamos todas estas estratégias”, afirmou ele. O vice-presidente de Integração da Federasul, Rafael Goelzer, salientou que a primeira reunião do ano da entidade ocorre tradicionalmente em Osório como uma forma de valorizar a região.

De acordo com ele, a federação é “um grande radar de necessidades reais dos empreendedores”, já que possui representantes em todas as regiões gaúchas e, portanto, conhece a totalidade das dores destes empresários. “Nosso papel é justamente compreender estas amarras que impedem, muitas vezes, o desenvolvimento das diferentes regiões. Estes encontros nos trazem a realidade, e a partir dela, realizamos um plano de ação que não se trata de um papel apenas, mas planos de ação que vamos construindo em conjunto com os governos estadual e federal”, pontuou Goelzer.

Um dos destaques do encontro foi um painel com o prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, que falou sobre iniciativas de pleno emprego no município serrano, algo que, nas palavras o presidente da Federasul, tem chamado a atenção da entidade. Costa também afirmou que programas como o Bolsa Família devem ser revistos, sugerindo ainda que o mesmo pode estar incentivando a inatividade em vez da busca por trabalho.

“Recentemente, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego real é de 6,6%, a menor já calculada no Brasil, mas ela somente considera pessoas que estão buscando emprego. As pessoas precisam cada vez mais se qualificar, trabalhar, gerar riquezas para a sociedade. Temos R$ 168 bilhões investidos no ano de 2024 em 20 milhões de famílias (no Bolsa Família), e será que os critérios não estão errados? O exemplo de Bento Gonçalves, em que o prefeito está visitando famílias com adultos aptos ao trabalho, parece meritório neste sentido”, comentou o presidente da Federasul.