Mesmo com grande movimento de veranistas nas praias do Litoral Norte, os primeiros dias da Operação Verão do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) têm sido marcados por um cenário considerado mais favorável ao banho de mar. A combinação de água limpa, mar relativamente calmo e temperaturas mais baixas da água resultou, até o momento, em um número menor de atendimentos por queimaduras causadas por água-viva, situação comum nesta época do ano e que marcou o início do veraneio anterior.
Segundo o comandante da Operação Verão do CBMR, Jocemarlon Acunha Pereira – o major Acunha -, o comportamento está diretamente ligado à temperatura do mar. “As lesões por água-viva neste ano estão bem menores do que no ano passado. Isso chama atenção porque o mar está limpo, mas a água ainda não esquentou tanto. Normalmente elas aparecem quando a água aquece mais cedo, então a tendência é que cheguem de forma mais tardia, o que é positivo para os banhistas”, explica.
A Operação Verão contabilizou, nas duas primeiras semanas, 58 salvamentos no Litoral Norte. Somente em um dos dias mais recentes, mesmo com tempo instável, foram realizadas seis intervenções na água. Ao todo, o CBMRS atua com cerca de 230 guaritas na região e outras 30 em áreas de águas abrigadas no interior do Estado.
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Apesar do déficit de efetivo, o major destaca que a estrutura disponível neste verão é superior à de temporadas anteriores. “Estamos bem equipados. Todas as guaritas possuem rádio comunicador, o que é algo importante de frisar. Além disso, cada balneário de mar conta com uma moto aquática e um quadriciclo, que funcionam como ferramentas complementares ao trabalho dos guarda-vidas”, afirma.
Atualmente, a operação conta com aproximadamente 900 guarda-vidas, entre bombeiros militares, brigadianos e guarda-vidas civis. No Litoral Norte, são cerca de 22 quadriciclos e 20 motos aquáticas em operação, ampliando a capacidade de resposta em situações de risco e salvamento.
O comandante também chama atenção para um comportamento recorrente observado neste início de temporada, que é a procura de banhistas por áreas não cobertas por guaritas. “Mesmo com campanhas de orientação, muitas pessoas insistem em se banhar em locais sem cobertura ou fora do horário de funcionamento das guaritas, o que aumenta o risco de acidentes”, alerta.
Desde o início da operação, foi registrado um óbito em área que integrava o perímetro da Operação Verão, em uma guarita que estava desativada no momento do fato. O caso foi registrado em Torres, onde um jovem perdeu a vida após entrar no mar no início da noite do dia 24 de dezembro.
Outros casos fatais ocorreram em áreas não cobertas pelo serviço. “A nossa principal missão é a prevenção. A presença do guarda-vidas, o respeito às bandeiras e a escolha de locais supervisionados fazem toda a diferença”, completa o major.