Verão

MPRS instaura procedimento para apurar infestação de insetos em Capão da Canoa

Bairros da zona Norte estão sendo afetados pela proliferação de vetores, segundo órgão

O Ministério Público do RS (MPRS) instaurou um procedimento para instaurar infestação de insetos que afeta moradores dos bairros Guarani e Praia Zona Norte, em Capão da Canoa, no Litoral Norte. A atuação de ofício, de acordo com o MPRS, por meio da Promotoria de Justiça de Capão da Canoa, teve início após relatos publicados nas redes sociais, nos quais vários moradores apontaram uma situação persistente e incomum de proliferação de vetores, com prejuízos à qualidade de vida da população e potencial risco à saúde pública.

Em caráter de urgência, foram encaminhados ofícios à Vigilância Sanitária municipal, além da Corsan, com requisições de vistoria técnica na área afetada, apuração de possíveis causas ambientais e sanitárias da infestação; verificação da situação operacional da estação de tratamento de esgoto da região e a apresentação das medidas adotadas e das providências planejadas para a contenção do problema, incluindo plano de ação e cronograma.

No ofício destinado à Corsan, a promotora de Justiça Marina Lameira, responsável pelo procedimento, requisitou esclarecimentos específicos sobre eventuais fatores ligados ao saneamento que possam estar contribuindo para o aumento dos insetos, diante de indícios de que a situação vem se agravando no verão e impactando de forma significativa o cotidiano dos moradores dos bairros localizados na parte norte do município litorâneo.

“Os dados solicitados são essenciais para a análise técnica do caso e para a definição das medidas subsequentes que poderão ser adotadas pelo MPRS, inclusive de natureza administrativa ou judicial, conforme o resultado das apurações. Caso os pedidos não sejam atendidos, o MPRS pode ajuizar uma ação, instaurar um inquérito civil ou até um termo de ajustamento de conduta”, disse Marina.

Veja Também

Corsan diz que não há relação entre operação da ETE e infestação

Após a divulgação do caso, a Corsan se manifestou em nota, afirmando que não há registro de extravasamentos, vazamentos ou qualquer evidência técnica que relacione a operação da unidade à proliferação de insetos na região.

Confira a nota na íntegra:

“A Corsan informa que já prestou todos os esclarecimentos solicitados pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS) no âmbito do procedimento que apura a ocorrência de insetos em bairros de Capão da Canoa.

A Companhia esclarece que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Guarani opera em plena normalidade, com manutenção preventiva em dia, inspeções diárias e desinfecção regular do efluente tratado. Não há registro de extravasamentos, vazamentos ou qualquer evidência técnica que relacione a operação da unidade à proliferação de insetos na região.

A Corsan permanece à disposição dos órgãos competentes para eventuais vistorias conjuntas.”