A Brigada Militar (BM) iniciou na quinta-feira a Operação Batalhão Escola, que mobiliza 1.362 alunos em formação para reforçar o policiamento em Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Alvorada, Capão da Canoa e Tramandaí. A ação, que ocorre até 2 de fevereiro, integra a maior operação da BM, a Operação Golfinho, e combina aprendizado teórico e prático, com foco na prevenção e repressão à criminalidade.
De acordo com o chefe do Estado-Maior da BM, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, a iniciativa é fundamental para a formação dos novos policiais. “O Batalhão Escola traz os alunos para o contato direto com a comunidade e a realidade operacional. Aqui, eles exercitam o que aprendem nos bancos escolares e se preparam para as funções que irão desempenhar no futuro, como policiamento ostensivo e a proteção da comunidade”, destaca.
Além de reforçar a segurança em regiões movimentadas durante o verão, como o Litoral Norte, a operação oferece aos alunos a oportunidade de desenvolver habilidades práticas. “O aluno oficial exercita o comando de tropa, o sargento aluno coordena e apoia o trabalho dos soldados, e os alunos soldados têm o primeiro contato com a função de garantir a segurança e atender a população. Essa experiência proporciona confiança e conexão com a comunidade”, acrescenta o coronel Luigi.
O diretor do Departamento de Ensino da BM, coronel Jorge Dirceu Filho, explica que o estágio faz parte do currículo e é essencial para a formação dos policiais. “Os alunos estão no primeiro ciclo de aprendizado e, pela primeira vez, estão nas ruas colocando em prática o que aprenderam. Essa relação com o público, especialmente no litoral, onde o veranista busca diversão e segurança, fortalece o aspecto comunitário da polícia”, afirma. Ele também ressalta que a operação conta com supervisão constante de oficiais experientes, para garantir a qualidade do serviço prestado.
A aluna oficial Silvia Salerno Tondo, que já atuou como soldado antes de ingressar no curso de formação de oficiais, destaca a importância do trabalho comunitário durante a operação. “Estamos vivendo um momento único. Ter esse contato direto com a comunidade e compartilhar experiências é enriquecedor. É uma oportunidade de aprender com as demandas reais e estreitar os laços entre a Brigada Militar e a população”, diz.
Silvia também elogia a receptividade da comunidade. “Em Capão da Canoa, grupos locais, como frequentadores de uma cancha de bocha na Praça do Farol, nos chamaram para conhecer o espaço e interagir. Isso os aproxima da comunidade”, comenta.
A Operação Batalhão Escola é realizada em ciclos ao longo do ano e deve ter nova edição durante o Carnaval. Neste sábado, também integrará o efetivo que participa do Paleta Atlântida.