Verão

Pelo segundo verão seguido, Plataforma de Tramandaí segue recebendo pescadores de Atlântida

Acesso de pescadores que utilizavam estrutura de Xangri-Lá é permitido desde que a Plataforma de Atlântida desabou, em outubro de 2023

Plataforma de Tramandaí recebe pescadores 24 horas por dia
Plataforma de Tramandaí recebe pescadores 24 horas por dia Foto : Fabiano do Amaral

Para evitar que os pescadores de Xangri-Lá e região fiquem sem exercer a função, sejam eles os que dependem da pesca como sustento ou mesmo os que praticam por esporte e lazer, a Plataforma Marítima de Tramandaí manteve, pelo segundo verão consecutivo, o acesso liberado para quem é associado na Plataforma de Atlântida.

De acordo com o presidente da Plataforma de Tramandaí, Helio Decamillis, a ajuda ocorre em função das entidades serem “coirmãs”, além da proximidade entre as duas plataformas. Parte da estrutura em Atlântida, um dos mais tradicionais cartões-postais da cidade, desabou em 2023 e segue interditada, sem previsão de ser reconstruída.

“Não seria possível outra atitude se não essa. Possibilitar que eles viessem pescar aqui é uma das formas de continuar o trabalho deles. Além disso, a entidade de Xangri-Lá precisa manter algum recurso financeiro, por isso a gente ofereceu a nossa plataforma sem custos, desde que eles mantivessem o pagamento da mensalidade lá. Estamos torcendo pela recuperação da Plataforma de Atlântida, mas enquanto isso não acontecer, nossa estrutura estará à disposição”, reforçou.

Para ele, a reconstrução da plataforma ocorrerá somente com o apoio da comunidade. “Se não abraçarem, não tem como resolver o problema. Boa parte da elite do RS está lá em Atlântida e Capão da Canoa. Então a comunidade precisa se juntar e buscar soluções para que aquela história tenha continuidade”, completou.

Helio Decamillis também fez uma avaliação da temporada de veraneio na Plataforma de Tramandaí, que foi fundada há mais de 50 anos e funciona 24 horas por dia. Segundo o presidente, as atividades realizadas pela entidade ajudaram a manter a tradição de confraternização neste verão. “Hoje não somos mais um clube que tem a pesca como atividade única. Somos um encontro de famílias e de amigos para lazer e tentar pescar. O mais importante não é a pesca, mas sim uma forma de esporte e lazer que consiga unir a todos”, finalizou.