Plataformas reúnem pescadores no litoral gaúcho

Plataformas reúnem pescadores no litoral gaúcho

Orlas de Atlântida, Tramandaí e Cidreira estão sempre movimentadas

Henrique Massaro

Plataforma é mantida por sócios, mas qualquer pessoa pode acessar o local pagando uma taxa

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Mesmo fora do veraneio, com o Litoral Norte mais vazio, há pontos das praias que sempre contam com público. Nas plataformas das orlas de Atlântida, Tramandaí e Cidreira, por exemplo, há pescadores aproveitando o que o mar tem a oferecer durante todo o ano. No verão, o público só aumenta. Segundo pescadores, este ano os dias têm sido bons, mas principalmente para os peixes de pesca esportiva – que precisam ser devolvidos ao oceano –, como cação e bagre. Os demais, como papa-terra e peixe-rei, têm sido mais raros.

“O mar está muito lindo e, gradativamente, está aumentando o nível de pescadores e visitantes”, afirma o gerente de vendas Cláudio Cavalcanti, 54 anos, que é de Canoas e vem pescar na plataforma de Atlântida todos os fins de semana do ano. Segundo ele, a pesca esportiva não tira o prazer da atividade. Ao sentir que o peixe foi fisgado, o pescador precisa fazer uma força e utilizar toda uma técnica para manusear os equipamentos. Ao fim do embate, ele utiliza uma coca – uma rede de elevação – para resgatar o animal e devolvê-lo ao mar.

A diversão também fica por conta do ambiente. A plataforma é mantida por sócios, mas qualquer pessoa pode acessar o local pagando uma taxa. De lá, há uma vista diferenciada da praia e também é possível acompanhar a pescaria o dia inteiro. 

De acordo com Cavalcanti, este ano tem sido possível observar pescadores utilizando drones para a atividade. Desta forma, a pesca pode ir algumas centenas de metros além dos 250 metros da plataforma. Em águas mais profundas, a chance de pegar outros tipos de peixe é maior. “Até mesmo os pescadores mais antigos estão se rendendo à tecnologia”, comenta. 

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