Verão

Postes no meio da rua após obra em Capão da Canoa geram risco de acidentes e transtornos para moradores

Duplicação da avenida Paraguassú deixou postes de concreto no trajeto de veículos; remoção está em andamento, diz Prefeitura

Em uma rótula, dois postes prejudicam o trânsito e causam risco de acidentes na avenida Paraguassú
Em uma rótula, dois postes prejudicam o trânsito e causam risco de acidentes na avenida Paraguassú Foto : Fabiano do Amaral

Uma situação inusitada e perigosa chama a atenção de motoristas e moradores em Capão da Canoa. Após a obra de duplicação da avenida Paraguassú, no trecho que dá acesso ao distrito de Capão Novo, postes de concreto ficaram posicionados no meio da pista, causando risco de acidentes e gerando reclamações de quem passa pelo local. Na nova rótula no cruzamento com a avenida das Gaivotas, a situação é ainda mais crítica: dois postes permanecem na via, criando um cenário de perigo evidente.

Para alertar sobre o problema, placas de “risco de acidentes” foram instaladas ao longo do trecho, mas moradores e motoristas reclamam da sinalização insuficiente e do tempo que a situação levou para começar a ser resolvida.

O motociclista Diego Schultz, de 42 anos, destaca o perigo para quem não conhece a região, especialmente durante a noite. “A gente conhece a área e sabe dos postes, mas se é alguém de fora, que não vê ou passa de noite, pode sofrer um acidente. É mal sinalizado, não tem nada que avise de forma clara. Bem estranho”, lamenta.

Outro ponto de preocupação é o cruzamento da rótula. Segundo o médico Rogério Koeche, de 55 anos, que veraneia na região há seis meses, além dos postes, a ausência de medidas para redução de velocidade contribui para a insegurança. “Essa rótula continua sem sinaleira, sem quebra-mola ou qualquer tipo de redutor. A situação é perigosa, e o trânsito imprudente agrava tudo. Motos esportivas passam muito rápido. Virou praticamente uma pista de corrida. A gurizada se junta, faz racha e é uma zona. O barulho é terrível, e o risco, ainda maior”, relata.

O problema, que gerou impasse entre a Prefeitura e a concessionária de energia CEEE Equatorial, começou a ser solucionado após a repercussão negativa. A concessionária afirma que a responsabilidade do custeio da realocação dos postes é do poder público municipal e diz que fez notificações sobre o problema desde o meio do ano, conforme nota enviada abaixo.

De acordo com o prefeito Amauri Magnus Germano, cinco postes que estavam em situação semelhante já foram retirados. “Abrimos uma licitação para que a CEEE Equatorial faça a retirada. Cobrei deles e fui informado que, até a quinta-feira (26), todos terão sido removidos”, garante o prefeito.

Além da remoção dos postes, a Prefeitura estuda medidas para controlar a velocidade dos veículos e aumentar a segurança no trecho, como a instalação de redutores de velocidade.

O que diz a CEEE Equatorial

Questionada sobre a situação, a concessionária se manifestou em nota:

"A CEEE Equatorial informa que o custo para o deslocamento e a remoção de postes na obra realizada na avenida Paraguassu, em Capão da Canoa, é de responsabilidade do poder público, conforme determinado no art. 110 da Resolução 1000/2021, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em 2023, a administração municipal solicitou orçamento para o deslocamento dos postes, o que foi enviado pela distribuidora. No entanto, a administração municipal não se manifestou mais sobre o tema.

Desde julho de 2024, as fiscalizações realizadas pela CEEE Equatorial identificaram que os postes ficaram no meio da via, trazendo risco de acidentes para a população, e desde então vem notificando a prefeitura para que faça a adequação. Na tarde desta segunda-feira (23), a consultora da companhia fez contato com a prefeitura e ficou acertado a troca de seis postes e que o custo desta realocação ficará a cargo do poder público. Três deles já haviam sido deslocados nesta terça-feira (24)."