O sábado iniciou com céu parcialmente nublado, mas com predominância do sol no Litoral Norte. Desde a metade da semana, o mar segue agitado na praia de Atlântida, em Xangri-Lá, onde a guarita de guarda-vidas indica a bandeira vermelha, como alerta para banhistas.
Apesar da forte presença do vento, banhistas e surfistas marcaram presença na orla. A maré alta e as ondas fortes levaram muitos veranistas a optarem por caminhadas na beira da praia, enquanto outros encararam o mar com pranchas na mão.
Na área de banho, delimitada em um perímetro reduzido pelos guarda-vidas, a movimentação é modesta. Além dos banhistas, o local é palco para alunos da escola de surfe da Sociedade Amigos do Balneário Atlântida (Saba), com aulas ministradas pelo educador físico Beto Diehl.
Entre os alunos, a jovem Manuela Lang, 11 anos, deu os primeiros passos – ou melhor, as primeiras remadas – no esporte. Acompanhada da mãe, Raquel Lang, 51, e do padrasto, Rafael Gelpi, 44, a menina mostrou entusiasmo com as aulas. "Ela começou nesta semana e já está amando. Para ela, o surf é um importante momento de conexão com o pai, Leonardo Ribeiro, que era surfista e morreu de Covid-19 em 2021", conta Raquel.
O mar, porém, exigiu esforço extra. "Hoje as condições estão mais difíceis, mas ela está se saindo bem. Ela está com uma prancha 6.0, que exige mais dela", explica Rafael.
Apesar do vento, a família destaca que o sol e a temperatura alta são ideais para aproveitar o dia na praia. "No início da semana, o mar estava ótimo. Hoje está mais mexido, mas o que importa é que não está chovendo", brinca Raquel.
Se para os surfistas o dia foi de desafio, para os banhistas o grande incômodo foi o vento forte, que não deu trégua. O aposentado Renato Kops, 86 anos, que tem casa em Atlântida há quatro décadas, foi à praia apenas para acompanhar a filha e o genro. "Hoje não está tão bom, porque eu detesto vento", comentou, entre risadas.