Uma operação da Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos resultou na interdição de um supermercado em Tramandaí e na apreensão de mais de 1,4 tonelada de alimentos impróprios para consumo em cinco estabelecimentos fiscalizados nos municípios de Imbé e Tramandaí.
Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), no supermercado interditado, as condições de higiene eram alarmantes, com uma padaria funcionando praticamente a céu aberto, sem o cumprimento de normas sanitárias mínimas.
Além disso, os fiscais identificaram problemas recorrentes nos cinco locais vistoriados, como alimentos vencidos, produtos sem procedência, armazenados de forma inadequada ou fora da temperatura correta, além de itens clandestinos como bebidas, mel, queijos e torresmo. Todo o material apreendido foi inutilizado.
A operação contou com a participação de órgãos estaduais e municipais, incluindo a Vigilância Sanitária, Secretaria Estadual da Saúde, Secretaria Estadual da Agricultura, Delegacia do Consumidor (DECON), Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM) e membros do Ministério Público.
O promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, destacou a importância das fiscalizações, que fazem parte de um trabalho que já alcança uma década no litoral gaúcho.
De acordo com o promotor, a operação identificou problemas agravados pelas altas temperaturas, como o armazenamento inadequado de produtos sensíveis, especialmente itens infantis. Ele também alertou os consumidores sobre a necessidade de atenção redobrada na escolha dos produtos. “Verifique a validade, o estado das embalagens e se os produtos estão devidamente resfriados. Preços muito baixos também podem ser indicativos de problemas”, orientou.
A força-tarefa ocorre em um momento considerado estratégico, dado o aumento do fluxo de turistas na temporada de verão e os riscos associados à manipulação de alimentos. O balanço inicial da operação no litoral norte inclui a apreensão de cinco toneladas de alimentos impróprios em cidades como Imbé, Tramandaí, Capão da Canoa e Torres.