Verão

Temporada de verão teve períodos de instabilidade para aluguéis em imobiliárias do Litoral Norte

Enquanto datas como Natal, Ano Novo e Carnaval registraram boom de locações, outros períodos tiveram menos procura do que o veraneio anterior

Mercado imobiliário registrou boom de aluguéis em feriados, mas queda no restante da temporada de verão
Mercado imobiliário registrou boom de aluguéis em feriados, mas queda no restante da temporada de verão Foto : Mauro Schaefer

Apesar do otimismo inicial e da alta expectativa para o mercado de aluguéis por temporada no Litoral Norte gaúcho para a temporada de Verão 2025/2026, as imobiliárias da região registraram um veraneio mais instável se comparado com os anos anteriores. Mesmo com alta procura em datas comemorativas e feriados, o restante da temporada teve resultados inferiores aos da temporada de Verão 2024/2025.

Conforme o delegado regional do Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul e Associação Gaúcha de Empresas do Mercado Imobiliário (Secovi/RS-Agademi), Marcelo Callegaro, o ponto alto foram as festas de final de ano, principalmente por conta do feriado prolongado que se formou. Ao todo, foram cerca de 10 dias entre o Natal, Ano Novo e o domingo seguinte às festas.

“Com relação aos aluguéis de temporada, foi quando tivemos aquela lotação máxima. É algo que já é normal para o setor, mas o movimento foi maior por conta do número de dias que se estenderam. Depois disso, em janeiro e fevereiro, o movimento foi mais fraco do que no ano passado. Depois, voltou a ter um movimento bom no Carnaval”, explicou Callegaro.

Veja Também

Turistas estrangeiros e vendas

Além disso, apesar da entrada massiva de turistas estrangeiros, em especial argentinos, pelo Rio Grande do Sul, foram poucos os negócios feitos com os “hermanos”, ainda conforme o delegado regional do Secovi/RS-Agademi. “A presença de argentinos e uruguaios foi pequena. A gente nem percebia o pessoal castelhano na volta. Tradicionalmente, nós do mercado imobiliário não atendemos muitos estrangeiros”, contou.

Por outro lado, o que vem chamando a atenção é a procura por negócios envolvendo compra e venda de imóveis no Litoral Norte. Além do interesse em imóveis novos, adquiridos diretamente com as construtoras, e por imóveis de até R$ 200 mil, via Compra Assistida para famílias atingidas pela cheia, cada vez mais o mercado imobiliário tem atendido pessoas com interesse em fixar residência na região.

“Essa já é uma procura que vem ocorrendo nos últimos 20 anos. As estatísticas demonstram que o Litoral Norte é onde tem a maior migração do RS, com pessoas buscando uma vida mais tranquila e próxima do mar. Mas houve uma mudança brusca na pandemia e pós-enchente. Antes eram as pessoas de maior idade que migraram. Desde então, cada vez mais jovens procuram imóveis para morar na praia”, completou Callegaro.