Utilizadas por veranistas e moradores fora da alta temporada, as passarelas são objetos de infraestrutura básica no Litoral Norte gaúcho, servindo como pontos de conexão entre a terra e a faixa de areia. Não seguindo um padrão específico, elas são feitas conforme as demandas dos seus respectivos balneários. Algumas, no entanto, carecem de manutenção básica, outras foram destruídas com as recentes intempéries climáticas, enquanto outras, de responsabilidade alheia ao poder público, são obras executadas pela iniciativa privada. Na praia de Araçá, em Capão da Canoa, há um exemplo desta última.
Perto do farol, uma passarela, levando da rua a lugar algum, estava parcialmente construída nesta sexta-feira, sem trabalhadores próximos. Moradores do entorno disseram que ela seria obra de um clube próximo, para dar melhor acesso dos frequentadores do espaço à beira-mar. Na praia de Atlântida Sul, em Osório, outra estrutura muito parecida também pôde ser avistada. Enquanto famílias circulavam pela orla, de maneira despreocupada, uma passarela parcial jazia perto da entrada principal do balneário, inclusive com pregos à mostra, representando risco real de ferimentos.
Procurada, a Prefeitura de Osório disse em nota que a passagem do ciclone extratropical há cerca de dez dias, seguido de uma forte ressaca, destruiu parte desta passarela. O conserto desta estrutura, ainda conforme a Administração, ficará para a próxima segunda-feira, pois a equipe das passarelas foi, no momento, realocada para executar a pintura das guaritas de guarda-vidas, e que ela poderá ser isolada até lá. Antes dos transtornos do clima, a Prefeitura havia informado que havia reformado 13 delas para a atual temporada de veraneio.
Passarelas de acesso à praia no Litoral Norte
Em Imbé, recentemente algumas das passarelas, principalmente fora da área central do município, foram tomadas pelo excesso de areia, mas a Prefeitura informou que realiza a manutenção destes espaços continuamente. Já em Tramandaí, o secretário Municipal de Obras e Limpeza Urbana, Thiago Lopes, informou que, na área central, uma passarela já foi reformada, perto do letreiro Eu Amo Tramandaí, e duas estão em processo de reforma, e a gestão está buscando recursos e parcerias para reformar outras duas ainda para esta temporada. Todas deverão ter rampas para o acesso de cadeirantes.
Nova Tramandaí receberá mais três novas, duas no centrinho e outra próxima à avenida Guanabara. Todas já têm liberação ambiental por parte da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Ao jogar areia nelas, o vento Nordestão, segundo ele, compromete e danifica estas estruturas, que são antigas e muito baixas. "O plano para o próximo ano é não apenas reformá-las, mas refazê-las mais altas e ampliá-las por meio de uma nova licitação", comentou Lopes. Conforme ele, isto somente não foi feito antes pela falta de recursos financeiros.
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