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Atitudes simples e menos quedas de idosos

Correio do Povo Viva Bem No ano de valorização dos direitos humanos do idoso, o cuidado especial ao nosso passado. Foto: MarvinRoaw / Pixabay / CP


O plenário do Senado aprovou o projeto de lei da Câmara que institui 2018 como o Ano de Valorização e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa. Portanto, nada mais adequado do que cuidar do bem-estar e qualidade de vida das mesmas.

O aumento da expectativa de vida da população mundial tem causado preocupação em relação ao conforto dos idosos. Em menos de 10 anos, o Brasil ganhou cerca de 8,5 milhões de cidadãos acima dos 60 anos. Devido às diversas limitações físicas e psicológicas, o risco de acidentes aumenta e afeta a qualidade de vida dos mesmos.

Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que 30% dos idosos apresenta dificuldades na hora de realizar atividades corriqueiras e 17% tem problemas para se deslocar. Segundo a terapeuta ocupacional do Programa Viver Bem da Unimed Porto Alegre, Renata Trois, essas limitações geram muitas consequências, sendo a principal delas as quedas. “Além do risco de lesões, também existem os efeitos emocionais acarretados pelos tombos”, enfatiza a médica. Na maioria dos casos, após a primeira queda, a família, por preocupação, passa a controlar de forma mais rígida a rotina do idoso. Contudo, essa sensação de dependência pode causar perda de confiança, baixa autoestima e isolamento social.

O ambiente é um dos fatores que mais influenciam na capacidade funcional do idoso. Por isso, propiciar um local seguro e adaptado às mudanças ocasionadas pela idade avançada é fundamental na hora de evitar uma queda. Tal processo não é fácil e requer paciência. De acordo com a coordenadora do Programa Viver Bem da Unimed Porto Alegre, a médica Sílvia Kretzer, o primeiro passo é entender os fatores de risco. “É necessário conhecer a rotina do idoso e avaliar onde estão, de fato, os riscos aos quais ele está exposto. A prevenção ainda é a melhor forma de reduzir os casos de quedas”, ressalta. Para a médica, alguns passos simples podem ser seguidos para deixar o ambiente doméstico mais seguro:

Entrada, garagens e escadas

Mantenha as áreas de entrada cobertas, evitando que a chuva e o mau tempo estraguem o piso

Considere a instalação do sensor de presença, que acende automaticamente a lâmpada quando uma pessoa se aproxima da porta

Coloque um corrimão fixado na parede ou no chão para que o idoso possa se apoiar

Sala

Retire objetos soltos e espalhados pelo chão para não tropeçar: fios e pisos, sapatos, brinquedos, vasos de plantas, mesas, banquinhos etc.

Retire os tapetes ou coloque fitas adesivas antiderrapantes próprias sob os tapetes, passadeiras e capachos, para que fiquem bem fixo no chão

Evite fios de aparelhos eletrônicos atravessados na área de circulação

Quarto

Evitar tapetes em torno de cama

Sempre tenha uma luz acesa quando for levantar para ir ao banheiro

Caso não possua telefone sem fio, que possa ser deslocado para o quarto, leve o celular

Banheiro

Insira tapetes com ventosas dentro e fora do box

Instale barras de apoio dentro e fora do box

Prefira vasos sanitários mais elevados e alças de apoio nas laterais

Cozinha

Mantenha os números de emergência bem ao lado do telefone ou grudados por ímãs à geladeira

Use uma colher apropriada, um coador de metal ou uma peneira para retirar os legumes de dentro da água quente, ao invés de levar a panela para escorrer.

A médica Sílvia Kretzer ainda lembra que, além dos cuidados com o ambiente, o idoso deve procurar manter sua saúde em dia. “Estar em dia com a avaliação de sua visão, ir ao médico regularmente para revisar os remédios, ter uma vida social ativa e usar calçados baixo e com solado antiderrapante podem ajudar a evitar quedas e lesões”, explica.

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