Fique de olho: os números revelados pelos monitores de batimentos cardíacos não são precisos como as ferramentas médicas. Foto: Geralt / Pixabay / CPEntre os aparelhos favoritos dos corredores de carteirinha, ou fãs de outros exercícios físicos, especialmente os aeróbicos, estão os relógios que medem o batimento cardíaco do esportista. Admiradores dessa tecnologia que se tornou um vício, os atletas a usam constantemente, e é através da faixa que se coloca na zona do peito, e de um sensor acoplado à mesma, que os números aparecem no visor do relógio.
Estar atento a tais valores é uma boa medida para quem quer acompanhar a saúde mesmo durante o treino, contudo, diz o jornal britânico The Independent, a precisão de tal aparelho apenas é verdadeiramente válida quando se está em repouso e parado. Quanto aos valores apresentados durante a prática de qualquer atividade, os mesmos podem ser tidos como referência a quem o faz apenas por precaução e quer ter uma ideia dos valores, mas nunca como ferramenta médica, para despistar algum problema mais grave.
As próprias marcas fabricantes dos medidores assumem que os mesmos não são aparelhos médicos, e não funcionam como tal. Uma boa forma de se aproximar dos valores reais, é focar naqueles em que o treino é mais constante, e não quando se está no pico de intensidade. Nada disso significa, no entanto, um reflexo da má qualidade de qualquer medidor de batimento cardíaco, mas sim das limitações que um aparelho de uso diário inevitavelmente tem, em comparação à precisão das ferramentas médicas.