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17/05/2014 17:18 - Atualizado em 17/05/2014 17:35

Mulher de advogado gaúcho procurado pela Interpol se entrega à Justiça

Ela é suposta tesoureira de quadrilha investigada pela PF por lesar 30 mil pessoas

Márcia Fátima Dal’Agnol, mulher do advogado gaúcho procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) Maurício Dal’Agnol, se entregou à 3ª Vara Criminal do Fórum de Passo Fundo, Norte do Estado, nessa sexta-feira. Ela está entre os cinco indiciados pela Operação Carmelina da Polícia Federal (PF).

• PF apreende mais de R$ 2 milhões em apartamento de advogado foragido
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• Quadrilha de advogados e contadores investigada por lesar 30 mil gaúchos


Márcia se colocou à disposição do Poder Judiciário para prestar esclarecimentos, mas informou que pretende morar, a partir de agora, em Curitiba, no Paraná. A mulher  –  apontada como suposta tesoureira de uma quadrilha que lesou cerca de 30 mil pessoas – garantiu que irá se apresentar de maneira regular. Como Márcia se entregou, a prisão cautelar, decretada em abril, foi revogada pela juíza da 3ª Vara de Passo Fundo, Ana Cristina Frighetto Crossi. Márcia deve se apresentar ao cartório na capital paranaense nas segundas e sextas-feiras. Em caso contrário, ela pode ser, mais uma vez, considerada foragida.

Segundo a PF, o escritório de advocacia de Dal’Agnol pode ter faturado cerca de R$ 100 milhões, em 15 anos, ao reter parte ou deixar de repassar aos clientes o dinheiro referente a processos judiciais movidos contra a antiga CRT e a Oi/Brasil Telecom.

Maurício Dal’Agnol, 39 anos, é procurado pela PF, com apoio da Interpol, desde que a Operação Carmelina foi desencadeada. A suspeita é de que ele tenha fugido para os Estados Unidos. Márcia também chegou a constar na lista de procurados da organização internacional.

No fim de fevereiro, quando a PF deflagrou a operação, a Justiça arbitrou, para Márcia, fiança de R$ 724 mil, que foi paga. Ela deixou, porém, de cumprir outras determinações da justiça por estar com o marido nos Estados Unidos. Segundo a sentença de prisão cautelar, ela tentou justificar a ausência alegando a impossibilidade de retornar ao Brasil, com os filhos menores, sem autorização do Juizado da Infância ou sem a presença do marido.

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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