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“A Acusada”: suspense psicológico da Netflix mistura denúncias de assédio e jogos de poder

Filme indiano está entre os mais assistidos da plataforma

Filme 'A Acusada' tem sucesso de visualizações no streaming
Filme 'A Acusada' tem sucesso de visualizações no streaming Foto : Netflix / YouTube / Reprodução

“A Acusada”, um novo suspense psicológico indiano que acabou de estrear na Netflix, já ocupa um lugar entre as produções mais assistidas da plataforma. O filme chegou ao streaming na última sexta-feira, 27, e está no top 3 dos mais vistos no Brasil. O longa aborda como acusações e julgamentos morais podem afetar as relações interpessoais.

O longa da diretora Anubhuti Kashyap acompanha a história da dra. Geetika Sen (Konkona Sen Sharma), uma ginecologista consagrada que é acusada de assédio sexual no local de trabalho. À medida que o julgamento público se intensifica, a ruptura se infiltra em sua vida pessoal e em seu relacionamento mais íntimo: o casamento com a dra. Meera (Pratibha Ranta).

“Com o filme, eu queria explorar o que acontece quando a clareza das explicações nos é negada”, relatou a diretora em entrevista à Netflix. Ao portal indiano Bollywood Hungama, ela explicou a linha de raciocínio por trás da história. Um dos diferenciais da proposta, segundo a cineasta, é contar a narrativa pela perspectiva da acusada.

“O ponto principal que queríamos demonstrar é que julgamos as pessoas muito rapidamente. No momento em que surge alguma notícia em que alguém é acusado de um crime, somos muito rápidos em julgar e chamar aquela pessoa de criminosa, se é alguém de quem não gostamos. E se é alguém de quem gostamos, então a absolvemos imediatamente. O filme é sobre as nossas percepções enviesadas.”

Segundo ela, não é importante para a história saber se a protagonista é ou não culpada. “Eu espero que as pessoas não saibam disso no nosso filme”, admitiu. “Mas só não seja tão afoito para chegar a um julgamento, é este o ponto. E acredito que isso poderia ser comunicado muito bem com a personagem sob uma ótica negativa, e fizemos isso de propósito. Não queríamos olhar para ela como uma vítima.”

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