A cidade de Porto Alegre recebe o musical “Rita Lee - Uma Autobiografia Musical”, em três apresentações no Teatro da Fiergs (Assis Brasil, 8787), de hoje a sexta-feira, às 20h30min, com ingressos no diskingressos.com.br. Estrelado por Mel Lisboa e dirigido por Márcio Macena e Débora Dubois, o musical tem roteiro e pesquisa de Guilherme Samora e direção musical de Marco França e Márcio Guimarães.
Completam o elenco, interpretando personagens da MPB, os atores Bruno Fraga (Roberto de Carvalho), Fabiano Augusto (Ney Matogrosso), Tatiana Thomé (Censora Solange), Debora Reis (Hebe Camargo), Flávia Strongolli (Elis Regina), Yael Pecarovich (Gal Costa), Antonio Vanfill (Arnaldo Baptista e Charles Jones), Gustavo Rezende (Raul Seixas), Roquildes Junior (Gilberto Gil), Lui Vizotto e Priscila Esteves (swing).
A trajetória do espetáculo começou quando Mel Lisboa pisou pela primeira vez em cena como Rita Lee, em 2014, no musical “Rita Lee Mora ao Lado”. Ela não poderia prever algumas coisas: primeiro, que seriam os meses de casa cheia em um dos maiores teatros de São Paulo. Segundo, que a própria Rita Lee apareceria sem avisar e aprovaria sua performance, voltando para assistir ao espetáculo. O trabalho que rendeu a Mel prêmios como melhor atriz.
Desta vez, Mel conta a história de Rita com base no livro da cantora, “Rita Lee - uma Autobiografia, lançado em 2016 pela Globo Livros e um sucesso editorial. O livro narra os altos e baixos da carreira de Rita com uma honestidade escancarada. A ideia surgiu quando Mel gravou a versão em audiolivro, como Rita, em 2022. O texto de Rita, em narrativa envolvente e perfeita para musical biográfico, conta do primeiro disco voador avistado por ela ao último porre. Sem se poupar, ela fala da infância e dos primeiros passos na vida artística; de Mutantes e de Tutti-Frutti; de sua prisão em 1976, na ditadura; do encontro com Roberto de Carvalho; das músicas e dos discos clássicos; do ativismo pelos direitos dos animais; dos tropeços e das glórias. “A vida de Rita precisa ser contada e recontada. Sua existência transformou uma geração. E continua a conquistar fãs cada vez mais jovens. Rita não é ‘somente’ a roqueira maior. Ela compôs, cantou e popularizou o sexo do ponto de vista feminino na época em que isso era inimaginável. Ousou dizer o que queria e se tornou a artista mais censurada pela ditadura militar. Na época, foi presa grávida. Deu a volta por cima e conquistou uma legião de ‘ovelhas negras’. Se tornou a mulher que mais vendeu discos no país e a grande poetisa da MPB”, declara Mel.
Como diz Rita, seu gol é ter feito um monte de gente feliz. E Mel, como Rita, leva a sério a missão: todas as vezes em que interpreta Rita, as pessoas se comportam como se estivessem no show. Cantando junto, batendo palma e, não raras as vezes, correndo para dançar na frente do palco no “bis” do espetáculo.
O espetáculo acaba sendo uma versão inédita que mostra as diversas facetas dessa grande cantora, compositora, multi-instrumentista, apresentadora, atriz, escritora e ativista dos direitos humanos e uma grande artista brasileira.