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Caderno cultural do Correio do Povo completa 45 anos

Suplemento foi publicado pela primeira vez em 30 de setembro de 1967

Suplemento foi publicado pela primeira vez em 1967
Suplemento foi publicado pela primeira vez em 1967 Foto : Ricardo Giusti / Reprodução / CP
Em 30 de setembro de 1967, o Correio do Povo publicava a primeira edição do Caderno de Sábado, o maior suplemento cultural já produzido no Rio Grande do Sul. Na capa, era estampada uma crônica de Clarice Lispector,
“Para os Ricos que São Bons”. A escritora na época era jornalista e cronista do Jornal do Brasil. Após 646 edições, a circulação do caderno foi interrompida em 10 de janeiro de 1981.

A gênese do caderno partiu da insistência de Paulo Fontoura Gastal e Oswaldo Goidanich com o Dr. Breno Caldas, presidente da Caldas Júnior, por um suplemento literário. Um dia, numa noite de quarta-feira, Breno Caldas passou pelos dois nos corredores da empresa e disse: “vamos fazer aquele caderno a partir de sábado”, dando dois dias para que os dois preparassem o caderno.

Por entre as fileiras de colaboradores do Caderno de Sábado, passaram os principais intelectuais daquela geração dos anos 60 e 70 como Guilhermino César, Moysés Vellinho, Raul Bopp, Paulo Hecker Filho, Donaldo Schüler,
José Hildebrando Dacanal, Gerd Bornheim, Carlos Nejar, Armindo Trevisan, Sérgio Faraco, Herbert Caro, Antônio Hohlfedlt, Luiz Antônio Assis Brasil e Sergius Gonzaga, estes dois últimos atuais secretários de Cultura do Estado e de Porto Alegre.

O secretário estadual de Cultura, Luiz Antônio Assis Brasil, reputa o caderno como o grande fórum de discussões das questões literárias da época. “Não quero ser tão categórico, mas todos os grandes escritores da minha geração foram lançados no Caderno de Sábado. O grande desejo de todo o intelectual e escritor era ter seu texto publicado no caderno”, afirma.

O secretário municipal de Cultura, Sergius Gonzaga, ressalta que o caderno foi um dos grandes responsáveis por divulgar a cultura letrada da época. “O suplemento teve um peso decisivo na divulgação da explosão dos
contistas, poetas e romancistas gaúchos dos anos 60 e 70”, afirma Sergius, lembrando que a divulgação da literatura latino-americana e dos temas de história nacional e internacional, com colaboradores como F. Riopardense de Macedo e Décio Freitas era outro dos pilares da publicação.

O Correio do Povo entrevistou dois colaboradores do Caderno de Sábado, Antônio Hohlfeldt e Ney Gastal, que lembraram com saudades da publicação. Clique nos links para ler as entrevistas na íntegra.

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