Os advogados de Murray afirmaram, principalmente nas audiências preliminares, que Jackson era um dependente químico desesperado e teria provocado a própria morte ao ingerir uma dose extra fatal de propofol num momento em que Murray estava ausente. No entanto, a defesa se inclina agora para a tese da ingestão de comprimidos de lorazepam. O sedativo foi encontrado no corpo do Rei do Pop e, segundo a autópsia, contribuiu para a morte do astro.
Murray admitiu ter dado 25mg de propofol a Jackson às 10h40min do dia de sua morte, uma vez que o cantor havia passado a noite acordado. A teoria de que Jackson poderia ter bebido mais propofol, um líquido de cor branca que o cantor chamava de "leite", foi por terra com a evidência de que não foram encontrados restos de propofol em seu estômago.
O cardiologista Alon Steinberg, alto membro da Junta Médica da Califórnia, acusou Murray de uma série de erros no tratamento de Jackson, entre eles o de ter deixado o cantor sozinho para ir ao banheiro. "Quando se controla um paciente, você nunca pode se ausentar. É como deixar um bebê dormindo na mesa da cozinha", comentou, no tribunal. O julgamento acontece na Suprema Corte de Los Angeles, e deve durar cinco semanas.