O músico gaúcho Yamandu Costa enfrenta suspeita de agressão e abuso sexual por uma mulher com que se relacionou por três meses. A defesa do violinista apresentou ao Correio do Povo o que chamam de “elementos documentais que contrariam frontalmente as acusações feitas por sua acusadora”.
A alegação foi veiculada em um vídeo no Instagram no último sábado, dia 10, por Inês Marinho, da ONG Não Partilhes. Ela falou em nome da suposta vítima, que prefere não ser identificada.
Segundo Inês, as agressões teriam acontecido nos primeiros dias de maio, em Lisboa, Portugal, com uma mulher com quem o artista se relacionou por três meses. No vídeo, ela relata situações de violência física, psicológica e sexual e diz que todos os fatos podem ser corroborados com testemunhas e documentos forenses. Ela comenta que entre as agressões a mulher teria sido estuprada na frente do filho do músico, em outra ocasião, em público, além de uma situação em que a mulher foi abusada enquanto estava inconsciente.
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O que diz a defesa
A defesa de Yamandu Costa, representada pelos advogados Antonio Carlos de Almeida Castro e Henrique Salinas, apresentou, por meio de nota, uma carta da proprietária do Tejo Bar, local onde teria acontecido uma das agressões, no dia 1º de maio, nela a dona do estabelecimento nega que “houve qualquer tipo de agressão física”, apontado o testemunho direto a gerência, alguns funcionários e clientes. Entretanto, relatam uma discussão entre o músico e a mulher. Em outra carta apresentada, da ex-esposa do músico, responsável pelo filho menor, ela nega que a criança tenha presenciado atos violentos.
Sobre a alegação de que Yamandu tenha abusado sexualmente da mulher enquanto ela estava inconsciente, a defesa aponta que o exame, apresentado no vídeo, “foi feito na Espanha, dias após o episódio alegado. Aponta a presença de Lorazepam — um ansiolítico de uso controlado, amplamente prescrito”. Os advogados revelaram que nas conversas mantidas com o músico, “a própria acusadora admite fazer uso contínuo de substâncias dessa natureza. O exame não permite aferir autoria, dose ou tempo da ingestão”, diz o texto.
Outro ponto abordado são as mensagens divulgadas no vídeo de Inês Marinho. “A íntegra da conversa, em posse da defesa, não contém qualquer admissão de culpa ou violência”, aponta. E afirmam que “nenhum conteúdo que configure ameaça, coação ou agressão”.
Carta da proprietária do Tejo Bar
Sendo a violência de gênero um assunto ao qual estamos particularmente sensíveis e que consideramos deva ser tratado com toda a seriedade e o rigor que merece, principalmente por respeito às vítimas e para que não seja menosprezada uma justa causa, sentimos a necessidade de esclarecer que o episódio que aconteceu no nosso estabelecimento no dia 01/05/2025, que deu origem a uma suposta denúncia, e que teve como testemunho direto a gerência, alguns funcionários e clientes, não houve qualquer tipo de agressão física.
Naquela noite, houve uma discussão entre o músico Yamandu Costa e a mulher em questão. No entanto, não presenciamos qualquer ato de violência física entre eles. Um de nossos garçons, ao perceber a altercação, aproximou-se e perguntou à senhora se havia ocorrido algo, ao que ela respondeu negativamente, afirmando que estava tudo bem.