A Eduardo Severino Cia de Dança celebra 25 anos com espetáculo que alerta para ritmo acelerado de derretimento de geleiras. Entre as principais consequências deste colapso estão o risco de desabastecimento, o aumento de inundações e a elevação do nível do mar. O espetáculo “De Gelo” ocorre de hoje a sábado, às 20h, no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Independência, 75), com ingressos no Sympla e no local. Nesta quinta, após o espetáculo, a mestra em Comunicação pesquisadora, pensadora e entusiasta de narrativas emergentes, Luciana Bazanella, conversa com o público sobre desinformação climática
Como em muitos trabalhos da Companhia – “Planetário” (2000), “Lixo, Lixo, Severino” (2002), Ykúà, o silenciar de um rio (2006), “Tempestade” (2009), “Linha de Convergência” (2010) e Manchas Urbanas (2014), Severino usa como elemento de criação o aquecimento global e suas consequências, como a elevação do nível do mar, a partir do degelo de calotas polares, a perda de habitats e a urgência de ações para limitar futuros aumentos da temperatura do planeta.
A partir da frase “Homem como Lobo do Homem”, do inglês Thomas Hobbes (1588 –1679), um trocadilho começou a ecoar na mente dos criadores: como o urso polar fica indefeso diante do aquecimento global, resultado direto da ação do homem. E ainda, como lobo de si mesmo, quantas consequências drásticas isso acarreta para o próprio homem.
Oito bailarinos do Espaço n – Coletivo Criativo de Artes Múltiplas representam, ao mesmo tempo, o homem, o urso, Criada em 2000, a companhia tem em seu núcleo artístico Luciano Tavares e Mônica Dantas, Luka Ibarra na produção e criação de luz e, para este espetáculo, Driko Oliveira na direção artística do processo.