E dezembro, quando 2025 vai se despedindo também nas telas, chega à Netflix como quem joga glitter no ventilador. Sem medo do exagero, da diversidade ou do caos delicioso que faz a gente enfileirar títulos na lista como se fosse promessa de fim de ano. Se torna mês de telas para muitos gostos, humores, idades, impulsos repentinos e maratonas indecentes. Daqueles em que você promete “só mais um episódio” e acaba amanhecendo com olheiras em formato de renas.
A plataforma decidiu encerrar 2025 como quem gira uma roleta programada para cair sempre no prêmio máximo. Tem reality brasileiro, suspense psicológico, romance europeu, terror cult, ficção científica icônica e até transmissões ao vivo para quem não abre mão do calor humano, mesmo através de telas.
Logo no começo do mês, o Brasil mostra que sabe fazer entretenimento barulhento na linha da diversão mundial. Seguindo o universo dos shows “realistas” e envolventes, “Ilhados com a sogra” retorna para a terceira temporada, trazendo seis casais e seis sogras para uma ilha que deveria ser paradisíaca, mas vira cenário de guerra emocional. É o tipo de programa que faz a gente agradecer pela própria família ou perceber que talvez o problema seja você mesmo.
Para quem prefere tensão à gritaria, “O Preço da confissão” chega no dia 5 com um pacto tão absurdo quanto irresistível: uma desconhecida oferece confessar um crime em troca de outro. É o flerte perfeito entre o suspense psicológico e o desconforto que faz a gente pausar para respirar.
E quando o assunto é vida complicada, “Emily em Paris” dá um salto estiloso até Roma. A quinta temporada troca croissants por cannoli, mas mantém o caos amoroso e profissional da protagonista. Emily está agora tentando se reinventar enquanto pisa em ruas históricas que parecem julgá-las silenciosamente.
Mas nada, absolutamente nada, se compara ao fim épico de “Stranger things”, que desembarca em dois volumes, como presente antecipado e tardio ao mesmo tempo. Hawkins está sitiada, Onze se esconde, Vecna ainda respira e a série promete fechar suas portas com o estrondo emocional de um trovão natalino.
Enquanto isso, no universo impactante das múltiplas ofertas em filmes dezembro vira uma salada deliciosa: “Drácula de Bram Stoker” ressurge logo no dia 1º, porque nada diz “boas festas” como um vampiro estiloso de Francis Ford Coppola. No mesmo pacote, “Zona de risco” e “Top gun - ases indomáveis” garantem adrenalina suficiente para compensar o açúcar das comédias natalinas que vêm logo depois. Lisa Frankenstein com seu romance bizarramente doce, “O amor não tira férias” retornando como aquele cobertor afetivo favorito, e “O segredo do Papai Noel”, perfeito para quem ainda acredita em magia ou quer fingir que acredita por duas horas.
A variedade continua com a elegância de “Jay Kelly”, o caos divertido de “Quem vai salvar o Natal? 2”, o mistério afiado de melhor do que ninguém “Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out” e a nostalgia irresistível de “Scooby-Doo” e sua sequência. Tem ainda literatura brasileira brilhando em “A hora da estrela” e a ficção científica suprema voltando ao trono com o cultuado e inesquecível “Matrix”.
E para provar que dezembro não vive só de ficção, a plataforma entra de cabeça nos eventos ao vivo. Para os fãs incondicionais tem a luta Jake Paul x Anthony Joshua, no dia 19 e dois jogos da NFL no Natal, com a estratégia de aquecer ainda mais os dias que avançam ao final do ano, com o barulho de torcida atravessando a sala. O resumo é um dezembro de “bufê variado”, exagerado, festivo. Um convite para trocar o mundo lá fora por mundos infinitos, enquanto o clima para “maratonar” se instala com pipoca, panetone ou puro caos emocional.