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Encerramento do 3º Caféstival consagra café da Baden Torrefação como o melhor da edição

Evento teve mais de 40 marcas expositoras, 20 apoiadoras e reuniu profissionais e entusiastas em oficinas, campeonatos e experiências sensoriais. Leña, de Canela, foi um dos destaques com vendas esgotadas antes do fim do festival

A Baden Torrefação foi a grande vencedora do concurso de melhor café
A Baden Torrefação foi a grande vencedora do concurso de melhor café Foto : Mauro Schaefer

O 3º Caféstival chegou ao fim neste domingo, 27, no Barra Shopping, em Porto Alegre, celebrando o universo dos cafés especiais com casa cheia, degustações, novidades do mercado e o anúncio do café mais votado pelo público. A Baden Torrefação foi a grande vencedora do concurso de melhor café, conquistando 96 dos 376 votos e levando como prêmio uma máquina de café oferecida pela G+, empresa patrocinadora do evento.

Ao todo, 11 marcas participaram como finalistas do concurso, mas o festival reuniu mais de 40 marcas expositoras e outras 20 apoiadoras, além de uma programação intensa com campeonatos, oficinas e experiências sensoriais voltadas tanto para profissionais quanto para apreciadores da bebida.

“Umas dez marcas aqui tiveram sold out de café e até de equipamento. É muito gratificante ver o evento cheio, com tanta troca, tanta gente apaixonada pelo café”, comemorou Lucas Eibs, barista e organizador do Caféstival, visivelmente emocionado no encerramento.

Entre os destaques, um nome da Serra Gaúcha chamou atenção do público: o Leña, de Canela, criado por Antônio de Oliveira Neto, de 38 anos. No ramo há apenas dois anos, ele une a paixão pelo campo e o gosto pelo processo da torra artesanal para desenvolver cafés diferenciados.

“Eu gosto mais do processo do que da bebida em si. A gente trabalha com cafés especiais com uma régua mais alta, buscando torra que revele a acidez e a doçura. O mais vendido aqui tem notas de caramelo, açúcar mascavo e uma acidez equilibrada”, explicou.

Antônio Neto, proprietário do Leña | Foto: Mauro Schaefer

O sucesso foi tanto que Antônio precisou voltar a Canela para buscar mais café ainda no segundo dia do evento. “Vendemos o que mais sai normalmente, mas também os cafés diferentes, que as pessoas provaram e levaram. Isso mostra que o público está mais curioso, mais informado. Tivemos perguntas sobre processos, torra, origem. Isso é muito legal”, contou.

O Leña é um negócio familiar em expansão e já planeja crescer no próximo ano com aquisição de nova máquina e contratação de equipe.

O Caféstival encerra sua terceira edição consolidando-se como uma vitrine para microtorrefações e um espaço de conexão entre marcas, produtores e consumidores apaixonados por café de qualidade. Para quem participou, fica o gosto de quero mais — e a certeza de que o café vai muito além do simples hábito: é experiência, afeto e descoberta.

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