Reconhecido internacionalmente por suas esculturas e instalações, Saint Clair Cemin apresenta uma dimensão menos conhecida de sua produção na Bolsa de Arte (Visconde do Rio Branco, 365, Floresta), em Porto Alegre. A exposição “Saint Clair Cemin: plano como uma galáxia, curvo como o desejo” abre nesta terça, das 18h às 21h, reunindo 82 trabalhos entre pinturas, desenhos e gravuras, em um primeiro olhar antológico sobre sua extensa produção bidimensional, com curadoria do crítico e pesquisador, Omar-Pascual Castillo.
Nascido em Cruz Alta, Cemin vive e trabalha nos Estados Unidos e construiu carreira internacional principalmente em Nova Iorque, com passagens por Pequim, Paris e São Paulo. A mostra coloca em evidência trabalhos que ficaram em segundo plano diante de sua produção escultórica. Castillo, que estuda o artista há mais de 30 anos, chama esse conjunto de “obras satelitais”. Entre as obras estão desenhos minuciosos produzidos nos últimos anos, alguns feitos à luz de velas ou pequenas lanternas. Os desenhos têm elaboração manual e nostálgica, atravessada por referências mitológicas e oníricas. A exposição também aproxima essa produção de obras anteriores, como Portrait of the Word “Why”, Planes in Relation, Vortex e Psyche. A exposição permanece em cartaz até 10 de outubro.