Arte & Agenda

Exposições para visitar e apreciar em Porto Alegre

Margs, Fundação Iberê e Farol Santander reúnem mostras que convidam o público a desacelerar o olhar, revisitar a memória e refletir sobre o tempo

Obra de Marco Maggi, intitulada ‘Cristalino’, de 2019, pode ser apreciada na Fundação Iberê
Obra de Marco Maggi, intitulada ‘Cristalino’, de 2019, pode ser apreciada na Fundação Iberê Foto : Marco Maggi / Divulgação / CP

Nada como as férias e o ócio para aproveitarmos o que há de belo em Porto Alegre. Que tal pegar uma bicicleta e se aventurar pela orla do Guaíba e, em seguida, apreciar as obras da Fundação Iberê Camargo? Ou então, passear pelo Mercado Público e depois visitar o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) e o Farol Santander? A capital gaúcha vive um período especialmente fértil nas artes visuais, reunindo exposições que convidam o público a desacelerar o olhar, revisitar a memória e refletir sobre o tempo, a identidade e o cotidiano. Entre os dias 22 de dezembro e 6 de janeiro, a Fundação Iberê Camargo estará fechada para o recesso de fim de ano. O Margs estará fechado nos dias 22, 25 e 29 dezembro e 1º de janeiro. O Farol Santander funciona até ás 15h no dia 24 e nos dias 25, 31 e 1º de janeiro estará fechado.

A Fundação Iberê Camargo (Padre Cacique, 2000) recebe três mostras, que seguem em cartaz até março. Marco Maggi apresenta “La economía de la atención”, exposição que propõe uma reflexão profunda sobre os modos como a atenção é construída e direcionada no mundo contemporâneo. Com curadoria de Patricia Bentancur, a mostra reúne trabalhos marcados por estruturas mínimas e quase imperceptíveis, realizados a partir de microcortes em papel, incisões em acrílico e grafite, que só se revelam plenamente pela ação da luz e da sombra.

A exposição “Fora do Tempo” marca a primeira individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil. A mostra reúne esculturas, desenhos e vídeos que exploram temas como memória, perda, transformação e pertencimento, articulando a história pessoal do artista com experiências coletivas ligadas à diáspora e à instabilidade do mundo contemporâneo.

Já em “Um fio que ligue os mundos”, Marepe apresenta um conjunto de obras produzidas entre 1995 e 2024 e evidencia a maneira inventiva com que se apropria de objetos e práticas culturais do cotidiano. Com curadoria de Ricardo Sardenberg, a mostra dialoga com o ready-made, trazendo à tona a irreverência e o humor característicos do artista.

O Margs (Praça da Alfândega, s/n) também recebe três mostras, que seguem até 4 de janeiro, com exceção da exposição “Carlos Pasquetti — Espaços para esconderijos”, que ocupa todos os espaços expositivos do primeiro andar até o dia 29 de março, se afirmando como a primeira grande mostra monográfica institucional dedicada ao artista, falecido em 2022. A ampla retrospectiva reúne obras de acervos institucionais e coleções particulares, trabalhos históricos recuperados e proposições inéditas realizadas a partir de projetos deixados por Pasquetti.

“A travessia do tempo” apresenta a primeira retrospectiva panorâmica de Paulo Chimendes, reunindo mais de 60 trabalhos que percorrem diferentes fases de sua produção desde os anos 1970. A mostra evidencia a atuação do artista entre desenho, gravura e pintura, destacando uma obra que transita entre figuração e abstração e reflete criticamente sobre o cotidiano e o espaço urbano.

O projeto “Acervo em movimento”, dedicado ao acervo do Museu. Com a curadoria do Núcleo Educativo do Margs, esta nova versão traz obras dispostas apenas nas paredes, favorecendo a circulação e o convívio em roda, em um ambiente que convida à troca e à escuta. A configuração propõe ao visitante uma experiência que evoca reflexões sobre a infância e a velhice, o viajar e o transportar-se, a bagagem e a cidade.

O Farol Santander (Sete de Setembro, 1028) recebe a exposição “Sombras Milenares: o mundo de HYBYCOZO” até 11 de janeiro. Misturando conceitos matemáticos a partir da arte, fazendo uma dança entre luz e sombras. O estúdio foi fundado pela artista ucraniana Yelena Filipchuk e o designer industrial canadense Serge Beaulieu, juntos eles criam estruturas que expandem a utilização da tecnologia, geometria e fabricação.

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