Arte & Agenda

Filme de terror rodado em Porto Alegre terá lançamento mundial no Fantaspoa

"Lick Me” será exibido no próximo sábado, em uma das sessões mais concorridas do festival

Produção foi rodada no ano passado, durante a 21ª edição do festival
Produção foi rodada no ano passado, durante a 21ª edição do festival Foto : Divulgação / CP

A 22ª edição do Fantaspoa está prestes a começar, mas a 21ª ainda não acabou. Ou quase isso. Uma produção rodada em Porto Alegre ao longo do festival no ano passado será uma das atrações do evento este ano, com direito à pré-estreia em uma das sessões mais concorridas. “Lick Me”, curta-metragem dirigido pela britânica Elizabeth Schuch, terá a sua première mundial no próximo sábado, antecedendo a exibição do clássico “Carrie – A Estranha”, na Cinemateca Capitólio.

A ideia de filmar algo ligado ao Fantaspoa, durante um Fantaspoa, não é nova. Tanto a diretora quanto João Pedro Fleck, um dos fundadores do festival e hoje diretor geral e produtor executivo, conversavam sobre isso há anos. Além de cineasta, Elizabeth também é diretora de arte e, há alguns anos, responsável por desenhar os pôsteres oficiais do festival, o que tornou sua presença no evento bem mais constante. Faltava definir, no entanto, uma história e organizar a equipe. Foi quando a diretora conheceu os cineastas argentinos Alejo Rébora e Daniela Gimenez, da produtora hermana Sarna Cine Punk. O pontapé inicial estava mais perto.

A história em si, escrita em parceria entre Elizabeth e a roteirista Anami Tara Schuart, parte de uma noite em que a protagonista, vivida pela atriz Catharina Conte, está em uma casa noturna durante o período do Fantaspoa. “É sobre uma garota que toma uma decisão muito ruim em um clube noturno. E depois tudo dá muito errado”, contou a diretora, ainda no ano passado, ao CP. Contar mais do que isso, em se tratanto de um curta-metragem, é estragar a surpresa.

O que é possível revelar, sem receio de spoilers, são detalhes da produção. Como o fato de que, para fazer figuração em uma das cenas onde a protagonista está em um bar, a própria plateia de um dos filmes exibidos no festival no ano passado foi convidada para, ao final da sessão, ir do Capitólio para o Mondo Cane Bar, a poucas quadras dali, e fazer parte do filme. A imensa maioria, como era de se esperar, aceitou na hora.

Preocupação com a autenticidade do idioma

Em uma produção com tantas nacionalidades diferentes envolvidas, o WhatsApp foi a ferramenta mais utilizada, principalmente na pré-produção. “Mas com texto. Quando tentamos juntar todo mundo em uma chamada de vídeo, ninguém entendia ninguém”, revelou Rébora, no ano passado. Para Elizabeth, havia outro receio: que o filme, mesmo rodado em Porto Alegre, não soasse realista. A equipe encaminhou então o texto para o diretor e roteirista Fernando Sanches, que se encarregou da tradução.

“Também deixamos o elenco trabalhar com o texto para termos a certeza que tivesse o jeito de falar daqui. Quando você trabalha com outro idioma que você não domina tão bem, é preciso confiar que o elenco vai entender o texto e o contexto. Tivemos a sorte de trabalhar com gente tão incrível, o que tornou tudo mais divertido e mais fácil”, observa a diretora.

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