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Gilberto Gil apresenta a sua turnê de despedida em Porto Alegre

Cantor e compositor baiano, com 60 anos de carreira, apresenta show da sua última turnê, “Tempo Rei”, neste sábado, às 20h, no Estádio Beira-Rio

Gilberto Gil apresenta show de sua derradeira turnê "Tempo Rei" neste sábado, 6 de setembro, às 21h, no Estádio Beira-Rio
Gilberto Gil apresenta show de sua derradeira turnê "Tempo Rei" neste sábado, 6 de setembro, às 21h, no Estádio Beira-Rio Foto : @pridiabr / Divulgação / CP

A última turnê do cantor e compositor baiano Gilberto Gil, realizada pela 30e em parceria com a Gege Produções Artísticas, chega a Porto Alegre neste sábado, dia 6 de setembro, às 20h, no Estádio Beira-Rio (Padre Cacique, 891). Os ingresso estão na plataforma Eventim.

O passado, o presente e o futuro guiam as duas horas e meia de “Tempo Rei”, espetáculo que dá nome à última turnê de Gilberto Gil. Assistido por mais de 470 mil pessoas, o show celebra 60 anos de carreira do artista e se conecta com as multidões desde os momentos íntimos como quando Gil empunha o violão em “Se eu quiser falar com Deus”; e explode em festa na sequência que emenda “Toda menina baiana", “Esperando na janela” e “Aquele abraço”. Fãs, familiares, músicos e toda a equipe mergulham num repertório que justifica, em todas as linhas, o legado de Gil para a cultura do país. A música que abre os shows é “Palco”, gravada no disco “Luar”, de 1981.

Essa catarse coletiva parte para suas últimas apresentações na estrada. A primeira é neste sábado na capital gaúcha. A turnê tem a inclusão de novas datas no roteiro: dia 28 de novembro, no Classic Hall, em Recife; e dia 20 de dezembro, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Belém receberá o último show da turnê em 21 de março de 2026. Dez capitais brasileiras receberão o tour de Gil. O show tem duração média de 2h30min e em torno de 30 músicas. "Foram vários os elementos que ponderei para chegar na decisão da realização de uma última turnê. Houve reflexão sobre este mercado e também sobre a exigência física necessária para esses grandes shows. Quero continuar fazendo música em outro ritmo, mas, antes, teremos essa celebração bonita junto do público e da família. Transformai as velhas formas do viver", afirma Gil.

O setlist tem ainda canções como “Banda Um”, “Eu vim da Bahia”, “Domingo no Parque”, “Back in Bahia”, “Refazenda”, “Refavela”, “Não chore mais (No Woman, No Cry)”, “Extra”, “Nos barracos da cidade”, “Realce”, “Punk da periferia”, “Drão”, “Expresso 2222”, “Andar com Fé”, “Aquele Abraço”, entre outras. s.

Com direção artística de Rafael Dragaud, direção musical de Bem Gil e José Gil, Gilberto Gil é acompanhado por banda composta pelos filhos Bem Gil (guitarra/baixo), José Gil (bateria), João Gil (guitarra/baixo), e Nara Gil (voz); além de Mariá Pinkusfeld (voz), Diogo Gomes (sopro), Thiago Oliveira (sopro), Marlon Sette (sopro), Danilo Andrade (teclado), Leonardo Reis (percussão), Gustavo Di Dalva (percussão), Mestrinho (sanfona), e um quarteto de cordas,

Outras características que marcaram a carreira de Gil para além da música surgem em “Tempo Rei”, como a presença de filhos, netos e familiares na banda. O caráter agregador se reflete nas participações especiais no show. É sempre uma surpresa já que os nomes não são revelados com antecedência. Chico Buarque e Caetano Veloso são dois dos seus contemporâneos que estiveram presentes na passagem pelo Rio de Janeiro.

Na quinta-feira, Gil escolheu o Instituto Ling para fazer o lançamento oficial do songbook “Tempo Rei”, obra com cifras, letras e imagens da última turnê do artista. O evento reuniu Gil, sua esposa e empresária Flora Gil, os filhos Bem Gil e José Gil, além do diretor artístico Rafael Dragaud, com mediação do designer e artista visual Daniel Kondo, parceiro de Gil em projetos editoriais.

“Com esse livro, a minha obra passa a ser dos outros, da memória coletiva. Mas, ela não deixa de ser minha. Eu componho e canto pra mim mesmo, a pessoa que mais me interessa como público sou eu, mas, sem negar espaço aos outros. Então, a minha obra ocupa dois espaços, um no meu próprio coração e outro no coração dos outros”, disse Gil.

HONORIS CAUSA

Na tarde de sexta-feira, Gil recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Ufrgs. A sessão foi conduzida pelo Conselho Universitário (Consun) e teve falas da reitora Marcia Barbosa, do professor Vitor Queiroz — orador da solenidade e representante do Departamento de Antropologia. Na cerimônia, a reitora e o orador falaram da trajetória do compositor e do seu legado para o país. “Eu queria agradecer a todos, por essa escolha”, disse Gil. Segundo a Ufrgs, a escolha se baseia no currículo e na relevância histórica da atuação artística, política e intelectual de Gil. A proposta foi apresentada pelo Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e aprovada pelo Consun em abril.

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