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Gloria Steinem, ícone do feminismo, morre aos 92 anos

Jornalista e ativista foi uma das principais figuras da segunda onda do movimento feminista nos Estados Unidos

A ativista pelos direitos das mulheres Gloria Steinem durante uma reunião com a ministra francesa dos Direitos das Mulheres, em Nova York, em 1985
A ativista pelos direitos das mulheres Gloria Steinem durante uma reunião com a ministra francesa dos Direitos das Mulheres, em Nova York, em 1985 Foto : Susan RAGAN / AFP

A jornalista e ativista Gloria Steinem, uma das principais figuras do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu na quarta-feira, 2, aos 92 anos. A morte foi anunciada nesta quinta-feira, 3, pela fundação que leva seu nome. A causa não foi divulgada.

Steinem morreu em sua casa, em Nova York, cercada por pessoas próximas. Em comunicado, a fundação afirmou que ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim da vida.

Uma das vozes mais conhecidas da segunda onda do feminismo, Steinem dedicou décadas à defesa dos direitos das mulheres, com atuação em temas como liberdade reprodutiva, participação feminina na política, violência doméstica e desigualdade no mercado de trabalho.

No jornalismo, ganhou notoriedade em 1963 ao trabalhar disfarçada como coelhinha da Playboy para investigar as condições de trabalho das mulheres nos clubes da empresa. Anos depois, tornou-se uma das fundadoras da revista "Ms.", publicação criada na década de 1970 e dedicada a temas ligados aos direitos das mulheres.

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Atuação política e legado feminista

Steinem também participou da criação do National Women"s Political Caucus ao lado de nomes como Bella Abzug, Shirley Chisholm e Betty Friedan. A organização buscava ampliar a participação das mulheres na política norte-americana.

Em 2013, recebeu do então presidente Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, maior honraria civil dos Estados Unidos.

No ano de 2017, em entrevista ao Estadão, Steinem falou sobre sua biografia "Minha Vida na Estrada" e refletiu sobre os avanços do movimento feminista. "A consciência vem antes da mudança física e agora, definitivamente, há consciência e alguma mudança também", afirmou.

A trajetória da jornalista também chegou ao cinema. Em 2020, sua história foi retratada em "As vidas de Glória", dirigido por Julie Taymor e estrelado por Julianne Moore. Steinem seguiu escrevendo e participando de iniciativas ligadas aos direitos das mulheres até os últimos anos de vida.

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