Não foram só os dinossauros. Ao longo de 4,5 bilhões de anos, a Terra já passou por cinco extinções em massa, em que forças naturais, como erupções vulcânicas, eliminaram grande parte da vida no planeta. Porém, pela primeira vez, esse processo pode estar sendo desencadeado por única espécie: a presença humana vem causando, em “apenas” 12,5 milhões de anos, enorme impacto no ecossistema. Para alertar sobre nosso papel no desequilíbrio planetário, o Museu de Ciências e Tecnologia (MCT) da PUCRS inaugura hoje uma nova exposição de longa duração: “Extinção: Passado, presente e futuro”.
Com investimento de R$ 7,7 milhões, a mostra imersiva ocupa todo o térreo da instituição e conta com fósseis originais, réplicas de dinossauros em tamanho real, experiências sensoriais e, principalmente, uma reflexão sobre a possível sexta extinção em massa da Terra. Trata-se de uma das maiores transformações da história do museu, e foi planejada durante os últimos dois anos, motivada pela crescente desinformação em relação à ciência e pelas enchentes de 2024 no Estado. “Elas deram um novo senso de urgência”, explica o curador Lucas Sgorla.
A exposição propõe ao público uma imersão na trajetória da vida na Terra, desde o surgimento das primeiras espécies até os desafios ambientais contemporâneos, incluindo a reflexão sobre as extinções atuais provocadas pela ação humana. Em mais de mil metros quadrados e 15 ambientes temáticos, o percurso reúne ciência, tecnologias e interatividade, com acervos originais e experiências imersivas, incentivando a conscientização ambiental e a valorização da cultura científica.
“O público precisa sair com a sensação de que o problema lhe diz respeito e de que sua conduta importa”, explica a museóloga Simone Flores Monteiro, coordenadora do MCT.
Entre os destaques, estão a representação tridimensional de um Carnotauro, o esqueleto de um dicinodonte, fósseis do dinossauro Saturnalia tupiniquim – encontrado pela equipe de paleontologia do museu –, a réplica de uma preguiça-gigante com quase 6 metros de altura e o esqueleto original de uma baleia-de-bryde, com cerca de 15 metros de comprimento, pertencente à coleção de mamíferos.
“A extinção é um tema urgente. Mais que apresentar fósseis, dados científicos e experiências interativas, a exposição propõe uma reflexão sobre o presente e o futuro da vida no planeta e sobre o papel de cada indivíduo diante das transformações ambientais em curso, estimulando mudanças de comportamento”, resume Lucas.
O projeto, desenvolvido por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, integra o Plano Trianual de Atividades do MCT-PUCRS. A exposição seguirá em cartaz por tempo indeterminado. O museu, que também abriga outras mostras em seu segundo andar, pode ser visitado de terças-feiras a domingo.
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SERVIÇO
Exposição “Extinção: passado, presente e futuro”
Local: Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (Prédio 40, Av. Ipiranga, 6681, Partenon)
Horários: terças a sextas-feiras, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 54 (inteira), R$ 27 (meia-entrada) e pacote família por R$ 130 (para até quatro pessoas)