O I Festival Palco Indígena começa em Porto Alegre nesta quinta-feira, com apresentações de dança e teatro com entrada gratuita e produção da Tela Indígena.
A abertura acontece na quinta-feira (dia 6/11), no Teatro Renascença (av. Erico Verissimo, 307), com o grupo de dança Teko Guarani, às 19h, e com o espetáculo também de dança “Água redonda e comprida”, às 20h. A distribuição de ingressos (gratuitos) inicia a partir das 19h.
Na sexta-feira (7/11), às 10h, haverá roda de conversa com as artistas indígenas Lilly Baniwa (AM), Kiga Boe (MT) e Angélica Kaingang (RS) para refletir sobre o significado de retomar os palcos e a cidade como artistas indígenas. O bate-papo acontece no Departamento de Artes Dramáticas, da Ufrgs, na Sala Alziro Azevedo (rua Gen. Vitorino, 255).
Partindo para o território indígena no Morro Santana (Retomada Gãh Ré - Rua Natho Henn, 55), acontece o espetáculo de teatro “Ané das Pedras”, às 17h. A direção é da artista e escritora indígena Kariri, do Ceará, Bárbara Matias, e a atração conta com Bárbara e Idiane Crudzá e Kawrã, que formam a Coletiva Flecha Lançada. A obra trata de rituais e sonhos.
No sábado (8/11), às 10h, acontece a oficina Escutar as pedras – a performatividade da memória na cena com a artista e escritora indígena Kariri, Barbara Matias (CE). A oficina mescla vídeos, poesias, mascaramentos, música, mapas e fotografias para acender memórias dos lugares de origem e performar tais memórias. O encontro ocorre na Retomada Gãh Ré (rua Natho Henn, 55, no Morro Santana) com inscrições gratuitas em @telaindigena
Às 15h, acontece o espetáculo de teatro “Ser-Huma-Nós”, na Terra Indígena Anhetengua (Beco dos Mendonças, 357, na Lomba do Pinheiro). O espetáculo tem criação e atuação da indígena Lilly Baniwa (AM) e resgata as memórias ancestrais contadas por mulheres, passando pelos ciclos femininos, questões de liberdade e perseguições, além da manutenção da vida.
Haverá também uma oficina de teatro destinada exclusivamente para indígenas, às 16h30min, com a atriz, diretora, performer e artista-pesquisadora indígena, Lily Baniwa (AM). A oficina acontece Terra Indígena Anhetengua (Beco dos Mendonças, 357, na Lomba do Pinheiro).
No domingo (9/11), às 9h30min, acontece a apresentação de dança e canto do grupo Tupẽ Pãn (Kaingang) com o espetáculo “Resistência para reafirmar a arte e a luta do povo Kaingang”. O grupo é da Aldeia Morro do Osso e liderado por Clarisse Kokoj.
O encerramento está marcado para as 10h com grafismos no espetáculo Imedu/Aredu em TRANSito da artista e antropóloga Kiga, do povo Boé (Bororo), do Mato Grosso. Haverá grafismos corporais com resgate de dados, experiências pessoais da artista e vivências de indígenas LGBTQIAPN+.
As atividades do encerramento ocorrem próximo aos arcos no Parque da Redenção (av. José Bonifácio).