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Inspirado por Stallone, Anthony Ippolito conquista papel em "Eu Sou o Rocky"

Ator de 27 anos detalha como a ousadia o levou ao papel de um dos maiores ícones do cinema e a interpretar um jovem Al Pacino

O ator americano Anthony Ippolito compareceu à estreia de "Eu Sou o Rocky" no AFI FEST
O ator americano Anthony Ippolito compareceu à estreia de "Eu Sou o Rocky" no AFI FEST Foto : VALERIE MACON / AFP

Quando o ator Anthony Ippolito soube que Hollywood produziria um filme sobre "Rocky", amarrou um saco de boxe no porão da casa da avó e improvisou seu teste de audição. A ousadia compensou: o ator em ascensão garantiu o cobiçado papel de um jovem Sylvester Stallone antes mesmo de o processo de seleção começar oficialmente.

"Foi um pouco estranho, mas eu estava empolgado", disse Ippolito em entrevista à AFP.

"Eu tinha muita vontade de botar o pé na porta e abrir meu caminho, se fosse possível. Então me dediquei a criar coisas e a mandá-las para eles, na esperança de que respondessem. E, felizmente, responderam", comentou o ator de 27 anos.

Dirigido por Peter Farrelly (vencedor do Oscar com "Green Book: O Guia"), "Eu Sou O Rocky" narra o duro começo de Stallone, que chegou a dormir na rua enquanto sonhava com uma carreira em Hollywood. Stallone conquistou a atenção de dois produtores ao escrever um roteiro sobre um boxeador que, contra todas as probabilidades, consegue a oportunidade de sua vida ao ser desafiado no ringue pelo campeão americano Apollo Creed (Carl Weathers), uma espécie de metáfora de sua própria realidade.

Pobre a ponto de ter que vender seu cachorro porque não tinha como alimentá-lo (mais tarde ele o recuperaria), ele recusou as generosas ofertas do estúdio pelo roteiro: Stallone só estava disposto a vendê-lo se lhe dessem o papel principal. O filme o catapultou ao estrelato e ganhou três prêmios da Academia, incluindo o Oscar de Melhor Filme.

Tornou-se um fenômeno cultural com uma infinidade de símbolos: as escadarias da Filadélfia, o moletim cinza e o inconfundível grito de "Adrian!". Cinquenta anos após sua estreia, sua história agora coloca Ippolito na mira de Hollywood.

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Carta de amor ao filme

Uma das poucas sugestões que Stallone deu para "Eu Sou O Rocky" foi contratar um ator pouco conhecido, disse em uma coletiva de imprensa a produtora Michele Weiss, motivo pelo qual a equipe considerou fazer uma busca mundial. Mas Ippolito os surpreendeu com um teste em que tentou capturar os gestos e o físico da estrela de ação.

Apesar de ter impressionado o próprio Stallone, Ippolito, que já interpretou um jovem Al Pacino na minissérie "The Offer", sentiu uma forte pressão por encarnar tanto ele quanto Rocky, uma figura da cultura pop. "Ele é esse personagem, o papel é uma espécie de herói para as pessoas, e eu entendo isso", disse.

Stallone recebeu Ippolito um mês antes das filmagens e lhe contou sobre o difícil caminho até "Rocky".

"Ele lidava com a paralisia facial que sofreu por um acidente durante o nascimento, algo tão singular que o marcou durante a juventude e dificultou sua tentativa de se tornar ator", disse. "Há tantos elementos dessa história que são tão únicos dele, e que a tornam muito mais inspiradora", acrescentou.

A estreia de "Eu Sou O Rocky" em Los Angeles reuniu protagonistas da época. Para Frank Stallone, ver um filme sobre os desafios de seu irmão mais velho foi "muito emocionante".

"É a história de uma história", disse Bill Conti, compositor de "Gonna Fly Now", música que se tornou um hino de superação.

Ippolito afirmou, por sua vez, que não conseguia imaginar o que Stallone sentiria ao ver sua história nas telonas. Mas comentou que, para ele, significava "uma carta de amor ao que ele foi capaz de superar, e ao cinema".

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