O Tiny Desk Brasil recebe a música negra marcada pela liberdade e pelo protagonismo feminino de IZA, em episódio que estreia nesta terça-feira (14), às 11h, em seu canal no YouTube. O projeto já recebeu nomes como Gilberto GIl, Tim Bernardes, Sandra de Sá, Ney Matogrosso e Gloria Groove.
Uma das artistas mais ouvidas da música contemporânea brasileira, IZA é reconhecida pela voz aveludada e por transformar temas como ancestralidade e a autoestima das mulheres em parte fundamental de sua obra, que contempla diversos momentos autobiográficos. Na “mesinha”, a cantora, que se prepara para lançar seu terceiro álbum, totalmente dedicado ao reggae, defende com seu brilho vocal hits que levam sua assinatura também na composição, como “Meu Talismã”, e um dos singles do próximo trabalho, “Caos e Sal”, parceria com Feijuca, Rafa Chagas e Nave.
No escritório nacional, liderado pela premiada produtora Anonymous Content Brazil, IZA se apresenta na companhia de Bruno Costa (direção musical e guitarrista), Caio Couto (bateria), Daniele Carmo (backing vocal), Érika Anjos (backing vocal), Jorge Continentino (saxofone e flauta), Léo Brunno (backing vocal), Multhiago (teclado e glockenspiel), Silvanny Sivuca (percussão) e Vini Lobo (baixista).
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Novo disco com influência do reggae
Presença constante e festejada nos palcos nacionais e internacionais, a carioca que coleciona inúmeras experiências musicais, surpreendeu-se com a vivência sonora única do Tiny Desk Brasil.
“Nunca ouvi "Dona de Mim" assim. Já tinha tocado voz e violão, violão e cajon. Mas bateria, com sopro, sem in-ear, sem retorno, só cantando foi uma experiência artística muito diferente, que só a mesinha pode proporcionar.”, conta a artista que vive momento de gestação musical.
Segundo IZA, o novo disco dialoga com o formato intimista do Tiny Desk Brasil, em aspectos como o comprometimento com a valorização da essência da música e das interpretações.
“Participar do Tiny Desk Brasil parece que foi um presente de Deus porque é o que estou tentando trazer para o meu próximo trabalho. Lembro de ouvir discos do meu pai que tinham erros. E a gente não sabe que tem erro e pensa "nossa, como eles são corajosos, como eles não ligam". Acho que ser artista é meio que isso e é por isso que esse momento se conecta com meu próximo trabalho. Não existe eu estar presa e preocupada e noiada fazendo reggae.”, analisa a cantora.
Ela ainda promete celebrar as influências regueiras nacionais de Olodum, do xote e de Gilberto Gil; e internacionais, do indefectível ícone jamaicano Bob Marley e do estadunidense Bobby McFerrin, mundialmente ovacionado pelo hino de otimismo e leveza “Don"t Worry, Be Happy”.