O cardiologista, de 58 anos, era médico particular de Jackson e o tratava com vários sedativos, entre eles o potente anestésico propofol, para ajudá-lo a dormir.
Embora alguns meios de comunicação especulassem que os membros do júri chegariam a um veredicto rapidamente, eles "têm que comprovar que houve negligência criminosa, e não apenas 'mala praxis'", razão pela qual poderiam absolvê-lo com base em uma "dúvida razoável", afirmou o analista legal Richad Herman à CNN.
Duas versões
Na manhã de 25 de junho de 2009, Murray administrou propofol no músico após outros sedativos não terem surtido efeito durante a noite. Em seguida, o médico deixou a casa do artista e, ao retornar, teria encontrado-o já sem vida. O promotor David Walgren disse, em seu discurso final, que o médico foi negligente e que teria agido estimulado somente pelo salário de 150 mil dólares. Walgren disse ainda que Murray inventou elaboradas mentiras para esconder a culpa na morte.
A defesa do médico, no entanto, argumentou que o autor de "Thriller" era um viciado desesperado que causou a própria morte ao tomar mais medicamentos enquanto Murray estava fora. O advogado de Murray, Ed Chernoff, também questionou a integridade das testemunhas da acusação, sugerindo que os colaboradores do ícone do pop armaram uma versão para obter dinheiro dos veículos ávidos por notícias.O médico enfrenta uma pena máxima de quatro anos de prisão e a perda definitiva da licença médica caso seja declarado culpado.